Trabalho

IKEA é primeira a garantir descanso sem chamadas do chefe em Espanha

IKEA
A IKEA tem cerca de 8700 funcionários em Espanha.

Acordo com sindicatos deverá entrar em vigor em setembro.

A companhia sueca de mobiliário IKEA vai garantir a partir de setembro dois dias semanais de descanso aos seus trabalhadores em Espanha, assegurando também o direito dos funcionários à desconexão fora do horário de trabalho. A empresa chegou a pré-acordo com o principal sindicato do comércio no país, a Fetico, para melhorar as condições e direito ao descanso dos funcionários, avança a imprensa espanhola.

Com o entendimento, a IKEA será a primeira empresa do ramo da grande distribuição em Espanha a assegurar dois dias semanais de descanso – contra seis dias de trabalho semanal noutras grandes superfícies do país -, garantindo também o gozo de 14 fins de semana por ano (antes 6), e o direito de os trabalhadores não serem incomodados pelas chefias nos períodos de descanso, podendo ignorar e-mails, mensagens ou chamadas.

De acordo com a Federação de Trabalhadores Independentes do Comércio (Fetico), os trabalhadores a tempo inteiro da IKEA em Espanha passarão a gozar 14 fins de semana obrigatórios, e aqueles que trabalham em regime parcial terão 10 fins de semana de descanso. A empresa sueca diminui também o número de domingos e feriados em que é necessário trabalhar, de 23 para 19.

A nova política de recursos humanos da IKEA inclui também incentivos para que os funcionários marquem períodos de férias entre os meses de janeiro e maio – um valor de 180 euros semanais.

A Fetico diz estar a negociar com outras empresas de grande retalho, como a Leroy Merlin, iguais condições.

A IKEA emprega em Espanha cerca de 8700 funcionários, mais de metade (54%) em regime de trabalho a tempo parcial.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Caixa Geral de Dep—ositos -

Sete dos créditos de risco da CGD tiveram perdas de 100%

Operadores da Groundforce onde a operação da empresa de ‘handling’ Groundforce inclui números como cinco minutos e 400 toneladas, mas também o objetivo de chegar ao fim de 2019 com 3.600 colaboradores, aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, 22 de janeiro de 2018. Para que os aviões estejam no ar, a Groundforce faz toda a assistência em terra, excetuando o fornecimento de comida e de combustível, como resume o presidente executivo da empresa, Paulo Neto Leite, numa visita guiada aos ‘bastidores’ do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. MÁRIO CRUZ/LUSA

Com o aeroporto de Lisboa “no limite”, Groundforce exige à ANA que invista já

(Rui Oliveira / Global Imagens)

Quota de mercado dos carros a gasóleo cai para mínimos de 2003

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
IKEA é primeira a garantir descanso sem chamadas do chefe em Espanha