Ikea está a estudar alugar móveis aos clientes

Possibilidade está a ser estudada no Reino Unido. Cadeia tem um novo plano estratégico a três anos

A Ikea está a estudar a possibilidade de alugar móveis aos seus clientes, abrir novos formatos de lojas em centros urbanos e a entrega ao domicílio a "preços acessíveis".

As ideias estão a ser estudadas no âmbito do plano estratégico da cadeia sueca para os próximos três anos. "Estamos a olhar para a transformação do nosso negócio. Chegamos a um ponto em que é menos 'business as usual' do que no passado. A velocidade da mudança vai ser incrível", disse Jesper Brodin, desde setembro CEO da Ikea, em entrevista ao Financial Times.

No Reino Unido a cadeia sueca está a estudar a possibilidade de alugar móveis. "É nossa ambição explorar isso", admitiu Jesper Brodin, sem mais detalhes.

A cadeia sueca, o maior retalhista de mobiliário em vendas do mundo, está ainda a estudar soluções digitais para o seu negócio, como usar a realidade virtual para ajudar os consumidores a planear a decoração de interiores das suas casas. A cadeia tem de resto uma aplicação, a Ikea Place, que usa a realidade aumentada permitindo aos clientes testar a colocação de peças nas suas casas. O objetivo é que no futuro permita fazer a compra diretamente através da aplicação.

Mas também novos formatos de loja mais adequados aos centros urbanos. "Vamos conquistar os centros urbanos", afirma Jesper Brodin, uma forma de dar resposta aos consumidores que vivem nas grandes cidades, muitos sem carro e dispostos a pagar mais para que sejam feitas entregas ao domicílio com montagem das peças de mobiliário.

Os novos formatos deverão começar a ser experimentados em 10 cidades como Londres, Nova Iorque ou Tóquio. Poderão passar por soluções já experimentadas em Estocolmo, em que a cadeia sueca abriu uma loja que só vende cozinhas, ou Madrid, onde abriu um espaço para venda de guarda-roupas e colchões.

Estratégia que também irá ser implementada em Portugal, admitiu em dezembro do ano passado Helen Duphorn, a retail manager da marca. A aposta será primeiro em Lisboa e depois no Porto, um projeto a longo prazo já que no imediato a cadeia não tem prevista a construção de nenhuma unidade nos próximos 18 a 24 meses. No país, a empresa abriu o ano passado em Loulé, tendo ainda lojas em Alfragide, Loures, Matosinhos, Braga.

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