Ikea quer devolver apoios da covid-19 a nove países, entre os quais Portugal

Grupo sueco esperava uma quebra de 70 a 80% das vendas por via do fecho das lojas, mas admite que a procura disparou com a reabertura

A Ikea, a maior cadeia de mobiliário do mundo, está a negociar com os responsáveis políticos de nove países, entre os quais Portugal, a devolução dos apoios que recebeu durante os meses de confinamento, já que está a sofrer perdas inferiores às esperadas. A notícia é avançada pelo Financial Times que cita o diretor do Inka Group, que detém a marca Ikea.

Com uma rede de 374 lojas em todo o mundo, as estimativas iniciais da Ikea apontavam para quebras de vendas de 70 a 80% por via da covid-19. Mas Tolga Oncu garante que, agora que a grande maioria dos espaços comerciais voltaram a funcionar - há apenas 23 da sua rede total fechados -, a procura dos consumidores disparou. "A prioridade da Ikea, no início da crise, foi proteger os seus funcionários e os seus meios de subsistência. Agora sabemos mais sobre a situação do que sabíamos em fevereiro e março, e parece-nos certo que já que nos ajudaram neste período difícil, possamos nós, agora, devolver", declarou.

Segundo o Financial Times, as negociações com os vários governos está, ainda, numa fase muito inicial, até porque os pacotes de apoio foram diferentes de país para país. Em Portugal, onde tem cinco lojas, a Ikea colocou 65% dos seus trabalhadores em lay-off. A devolução "é a coisa certa a fazer", defende o responsável do grupo. As negociações estendem-se, ainda, à Bélgica, Croácia, República Checa, Irlanda, Roménia, Sérvia, Espanha e Estados Unidos.

Em declarações à Lusa, fonte oficial da Ikea Portugal assegurou que o grupo manifestou, na semana passada, a intenção de devolver ao Governo português os apoios, não tendo ainda estimado os montantes em causa.

“Vamos avaliar a forma como vamos proceder à devolução. No final do mês contamos reunir com o Ministério do Trabalho”, afirmou a mesma fonte, acrescentando que a Ikea Portugal “está muito honrada e feliz com a decisão do grupo”.

*notícia atualizada com declarações da Ikea Portugal

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de