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IKEA quer investir em lojas nos centros das cidades

Helen Duphorn é Retail Manager da IKEA Portugal desde setembro.
Helen Duphorn é Retail Manager da IKEA Portugal desde setembro.

Lisboa e Porto serão as primeiras cidades do objetivo a longo prazo da IKEA no país. Para já, não há nenhuma loja prevista para os próximos dois anos.

Apesar de ter cinco lojas em Portugal – Alfragide, Loures, Matosinhos, Braga e Loulé, – nenhuma delas se encontra no centro de uma cidade. É uma realidade que a IKEA quer mudar, explicou Helen Duphorn, a retail manager da marca para o país, num pequeno-almoço informal com jornalistas.

No mercado português, a aposta será primeiro em Lisboa e depois no Porto, seguindo uma estratégia global que pretende tornar as lojas mais próximas dos consumidores, isto “numa altura em que as pessoas estão a mudar de mentalidade, a deixar de ter viaturas próprias e a preferir ter os espaços comerciais mais perto, de forma mais conveniente.”

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A responsável, que assumiu o cargo em setembro, admite que, ainda assim, este será um projeto no longo prazo. É que, para já, a IKEA não tem prevista a construção de nenhuma unidade nos próximos 18 a 24 meses. No imediato, a empresa quer consolidar o comércio online, que foi lançado em 2016 e tem assinalado bons resultados, para melhor entender as tendências de consumo dos portugueses.

No mercado nacional, o ano fiscal 2017 da IKEA, que terminou em agosto, registou vendas (retalho) de 397 milhões de euros, representando uma subida de 17% em relação a 2016. Portugal está no top 3 do grupo sueco das maiores subidas percentuais de um ano para o outro, junto com a China e a Austrália. Em loja, foram contabilizadas 14 milhões de visitas e 30 milhões à página online.

Em termos globais, a IKEA registou 34,1 mil milhões de euros em vendas (retalho). As 355 lojas, espalhadas por 29 países e com um total de 9500 produtos diferentes, receberem 817 milhões de visitas.

O obrigado aos funcionários

No mundo inteiro, o grupo IKEA conta com 149 mil colaboradores. Destes, 2300 estão nas unidades portuguesas. “O maior aumento de trabalhadores dá-se quando abrimos uma loja nova,” explicou Helen Duphorn. “Como não vamos abrir nenhuma nos próximos tempos, não prevemos uma grande subida nestes números. Ainda assim, vamos contratar mais gente para as unidades já existentes, sobretudo para o departamento de apoio ao cliente.”

A IKEA mantém uma política de boas práticas junto dos seus recursos humanos. Não só paga um salário mínimo acima do decretado pelo Governo (neste momento situa-se nos 625 euros mensais), como oferece um vasto pacote de benefícios que inclui seguro de saúde, de vida, refeições a 50 cêntimos, bónus anuais, entre outros.

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A empresa ainda contribui para um fundo de pensões dos funcionários, remunerando os colaboradores com mais de cinco anos consecutivos de casa através do programa Tack!, que significa obrigado em sueco. A iniciativa, lançada em 2013, aloca um montante total que é dividido pelos países, de acordo com a sua realidade económica.

Este ano, o grupo destinou 96 milhões de euros para o programa Tack!. Em Portugal, 69% dos funcionários da IKEA são elegíveis à recompensa e cada um receberá 572,26 euros. Desde o lançamento da iniciativa, a empresa já distribuiu 509 milhões de euros pelos seus colaboradores em todo o mundo.

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