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Iki Mobile adia inauguração de fábrica em Coruche para janeiro

Tito Cardoso, CEO da IKI Mobile Fotografia: Diana Quintela / Global Imagens
Tito Cardoso, CEO da IKI Mobile Fotografia: Diana Quintela / Global Imagens

A inauguração da fábrica de produção de telemóveis da Iki Mobile, em Coruche, foi adiada para janeiro.

O presidente executivo da Iki Mobile disse à Lusa que foi adiada para janeiro a inauguração da fábrica de produção de telemóveis da marca em Coruche, que representa um investimento de 1,6 milhões de euros.

“A última fase da obra e implementação do apetrechamento iniciou-se há praticamente um mês”, afirmou Tito Cardoso, adiantando que perante o atual calendário faz mais sentido inaugurar a primeira unidade de produção de telemóveis da marca portuguesa em janeiro.

“À partida vamos fazer uma produção teste em meados de dezembro e inauguraremos a fábrica em janeiro”, disse o gestor à Lusa.

Inicialmente, o objetivo era inaugurar a fábrica em outubro.

“Esta fábrica tem muita história”, começou por explicar Tito Cardoso, salientando que no início o plano era ter a unidade entre 2019 e 2020.

“Acontece que por motivos burocráticos normais do Portugal2020 achámos que não tínhamos tempo para esperar e decidimos antecipar para este ano”, prosseguiu.

Por isso, “avançámos sem os fundos [comunitários]. Temos duas candidaturas, uma para a internacionalização e outra de inovação produtiva, mas ainda não estão aprovadas”, disse. Por isso, a unidade de Coruche, que vai produzir o primeiro telemóvel com cortiça, avançou com capitais próprios e créditos.

“Tivemos de avançar com a fábrica com 50/50, um misto de fundos próprios e créditos. Acontece que, no que diz respeito aos créditos, as coisas não correram tão bem, demoraram muito tempo e nós decidimos que a fábrica vai ser inaugurada em janeiro. As empresas têm as dores de crescimento normais”, acrescentou.

“A partir do momento em que não conseguimos inaugurar a fábrica em outubro, então não queremos avançar este ano”, disse, apontando que isso não faria sentido junto da quadra natalícia.

Sobre as duas candidaturas a fundos comunitários, Tito Cardoso afirmou: “Gostávamos que estivessem aprovadas o quanto antes por causa das nossas participações internacionais nas feiras”.

Com capital “100% português”, a Iki Mobile quer ter um papel importante na economia portuguesa.

“Acho que devemos ser ativos no crescimento da economia portuguesa”, afirmou Tito Cardoso, que assumiu que a marca vai produzir em Portugal um telemóvel “diferenciador”, utilizando um “produto nacional como a cortiça”.

A futura unidade de Coruche foi construída para poder ser aumentada, o que vai depender da procura dos telemóveis ali produzidos.

“Prevemos um possível aumento, mas tem muito a ver com procura, já que trabalhamos muito com reservas”, disse, adiantando, a título exemplo, que o novo telemóvel da marca “está só à venda por reserva, com fila de espera de três meses”.

A unidade, que será semiautomática, vai empregar numa primeira fase 34 pessoas e “no segundo trimestre [de 2018] a intenção é ter 50 pessoas”, afirmou.

“Acreditamos que 2018 será o ano chave da marca. Com a fábrica estamos a jogar em casa, temos tudo nas nossas mãos”, sublinhou.

Sobre a faturação da Iki Mobile, Tito Cardoso adiantou que no ano passado foi “cerca de três milhões e pouco de euros”, montante que irá ser ultrapassado este ano.

“Até final de novembro esperamos ultrapassar os quatro milhões de euros em receitas” e em venda de número de telemóveis “temos a perspetiva de ultrapassar os 400 mil em todo o mundo”, apontou o gestor.

Atualmente, os telemóveis Iki Mobile são “exportados para mais de 30 países”, mas o objetivo da empresa é ambicioso: “Temos de estar em todos”.

Este ano, Tito Cardoso marcou presença na Web Summit, considerada a maior cimeira de tecnologias do mundo, que teve a sua segunda edição em Lisboa.

O gestor disse que o conceito da Web Summit tem “muito a ver” com a Iki Mobile, juntando “a tecnologia, as preocupações com o meio ambiente” e a “inovação”.

Por isso, “para o ano vamos querer participar com o nosso ‘stand’ na Web Summit”, garantiu.

“Os telemóveis são um fator poluente e nós vamos tentar diminuir a pegada [..] reduzindo substancialmente o impacto”, nomeadamente recorrendo à utilização da cortiça.

“Os nossos telemóveis não vão ter peças em metal, mas em plástico reciclável”, acrescentou.

O gestor avançou que a empresa está a estudar “muitos aspetos importantes da cortiça” para desenvolver as suas potencialidades.

“Estamos a trabalhar com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, com o professor Rodolfo Oliveira, para estudar não só a sua relação com o meio ambiente, como também aquilo que pode ser vantajoso para a saúde”, concluiu.

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