Imobiliário

Imobiliária de Warren Buffett entra em Portugal para liderar no segmento de luxo

Warren Buffet é um dos homens mais ricos do mundo. Em 2018, só a sua rede da imobiliária registou um volume de vendas de mais de 113 mil milhões de euros. Fotografia: REUTERS/Kevin Lamarque
Warren Buffet é um dos homens mais ricos do mundo. Em 2018, só a sua rede da imobiliária registou um volume de vendas de mais de 113 mil milhões de euros. Fotografia: REUTERS/Kevin Lamarque

A Berkshire Hathaway HomeServices, que vendeu mais de 113 mil milhões de euros a nível mundial em 2018, estreia-se na sexta-feira no mercado nacional, através de um parceiro local, a Portugal Property.

Um tubarão acaba de chegar ao mercado imobiliário português. “Somos mais um elefante”, precisou Claudio Prattico, diretor-geral da imobiliária do investidor e guru das bolsas Warren Buffett. A Berkshire Hathaway HomeServices entra no mercado nacional através da Portugal Property, a maior corretora imobiliária independente do país. A agência imobiliária vai passar a operar com a marca Berkshire Hathaway HomeServices Portugal Property. “Portugal pode tornar-se um mercado muito importante para nós. Não vai ser um mercado pequeno”, adiantou Prattico, em entrevista ao DN/Dinheiro Vivo. “A nossa meta é sermos a empresa predominante do mercado”, sublinhou.

A entrada em Portugal, tal como noutros países, é feita através da escolha de um parceiro local que passa a integrar a rede da Berkshire Hathaway HomeServices, recebendo apoio, incluindo financeiro. O objetivo é operar nos segmentos de gama média alta e alta do mercado e “crescer através de aquisições”, que serão feitas pela Berkshire Hathaway HomeServices Portugal Property. “O que fazemos é dar apoio às empresas locais para crescerem”, adiantou Claudio Prattico. A Berkshire investe, faz “uma contribuição em capital para as empresas locais” e presta apoio, seja de marketing, tecnologia, formação, liderança e fornecendo a marca.

Prattico deixa a garantia de que a aposta em Portugal será duradoura. “Os contratos que fazemos (com os parceiros locais) são de dez a 20 anos, mas a parceria que queremos fazer é idealmente para sempre”, afirmou. “Estamos em Portugal para ficar no longo prazo. Os valores do grupo são a confiança, longevidade e estabilidade. É o nosso ADN”, garantiu. E admite que é possível que outras empresas de Warren Buffett venham para território nacional.

A entrada em Portugal insere-se na estratégia da empresa de ter uma “presença em todos os lugares e cidades mais importantes do mundo”. “Temos 50.000 agentes em todo o mundo. Somos uma empresa global, muito grande e muito forte. Mas o negócio imobiliário é muito local. A nossa estratégia é sempre ter um parceiro local”, frisou. Em 2018, a rede da imobiliária de Warren Buffett registou um volume de vendas de mais de 113 mil milhões de euros.

Não há bolha no mercado português

A entrada da empresa em Portugal segue-se ao anúncio da sua chegada ao mercado espanhol, através da Larvia, do Grupo Petrus. Desde setembro de 2018 que Claudio Prattico tem vindo a preparar a estreia da empresa no mercado português, que vê como muito atrativo para grandes investidores internacionais. Para já, o foco estará no Algarve, em Lisboa e no Porto, onde a Portugal Property opera. Mas o objetivo é alargar a atividade a outras áreas do país, incluindo a zona da Comporta, e às regiões autónomas dos Açores e da Madeira. A empresa vai concentrar-se mais no segmento residencial, com 20% do negócio a ser dedicado ao segmento de escritórios.

“Temos muitos investidores a pedirem-nos para estarmos em Portugal, porque querem comprar cá uma casa. Portugal é uma ótima opção, seja para ter uma segunda casa ou mesmo para passar a viver aqui”, adiantou Prattico.

“Portugal é um país maravilhoso, com uma cultura espetacular, as pessoas são muito especiais. Há muitos investidores que querem vir para cá. Está a seis horas de distância de Nova Iorque. Ter uma casa aqui é como ter uma casa em Los Angeles, mas estar na Europa”, disse. Os incentivos fiscais e o facto de ser um país seguro também contribuem para tornar o mercado imobiliário português atrativo, explicou.

Apesar da dimensão e do peso da marca, Prattico diz que não é caso para as imobiliárias em Portugal terem medo da empresa. “Somos os melhores, mas ninguém deve ter medo de nós. Vamos aumentar o nível do mercado em Portugal, em termos de qualidade de serviço e de abrir as portas a estrangeiros para se sentirem confortáveis para investir aqui”, afirmou.

E afastou a ideia de que o mercado está a viver uma bolha. “Sobre os preços [das casas], quando se compara com outros países no mundo, ainda são muito bons”, assegurou. “Está a haver um renascimento do mercado imobiliário português, que está aqui para ficar. É uma grande oportunidade para nós”, acredita o diretor-geral da Berkshire Hathaway HomeServices.

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