Investimento de 200 milhões em Gaia concluído em dez anos

A UIP, dona da Quinta Marques Gomes, vai iniciar a construção de três edifícios de apartamentos. Lotes para moradias estão quase vendidos.

Sónia Santos Pereira
Primeiros apartamentos deverão ficar concluídos dentro de 20 meses. © D.R.

A United Investments Portugal (UIP) está prestes a arrancar com a construção de três edifícios de apartamentos no condomínio de luxo Quinta Marques Gomes, propriedade de 270 mil metros quadrados debruçada sobre o rio Douro, em Vila Nova de Gaia. As obras deverão começar logo a seguir ao verão, dando início à segunda fase do projeto residencial, cujo investimento ronda os 200 milhões de euros e onde se inclui a compra do terreno em 2019 ao Fundo Imogestão, do Novo Banco. Até agora, o foco esteve na comercialização dos 112 lotes para moradias, que já estão colocados a 80%. O desenho do empreendimento prevê ainda a recuperação do palacete erigido no século XIX e a sua transformação em hotel, um spa, espaços de restauração e mais quatro prédios de habitação.

Segundo Daniel Correia, diretor de real estate da UIP, o investimento deverá estar totalmente concluído num prazo de sete a dez anos. O projeto é para ser desenvolvido de "forma faseada e progressiva", permitindo adequar o empreendimento às novas tendências do mercado. Com a venda dos lotes para moradias na reta final, a empresa, que pertence ao consórcio do grupo do Kuwait Al-Bahar, decidiu avançar com a construção de 48 apartamentos (16 por edifício), de tipologias T2, T3 e T4. As casas estão já em comercialização, com um preço mínimo de 495 mil euros e máximo de 1,3 milhões. O responsável destaca que são "apartamentos premium, com grandes espaços e varandas generosas, todos orientados para poente, com vistas para o rio e foz do Douro, 80% das quais garantidamente desafogadas". O foco das vendas está direcionado para o mercado de primeira habitação e para pessoas que procuram localização, segurança, privacidade, sustentabilidade e espaços verdes". Em 20 meses, os apartamentos deverão estão prontos para entrega.

Já o hotel-boutique previsto no projeto ainda não tem data para arrancar. Como referiu Daniel Correia, o restauro e reabilitação do palacete "vai ser um processo moroso e só depois é que será possível dar início à parte construtiva". O responsável admite que possa demorar ainda uns cinco a seis anos até entrar em operação, mas garante que já há uma shortlist de candidatos à gestão da futura unidade hoteleira. Segundo frisa, nada nestes timings está relacionado com a crise sanitária e o impacto no negócio turístico. "Não temos problemas com a pandemia, isso é um fator momentâneo que não atrasa os nossos planos. O grupo tem uma forte solidez que lhe permite trilhar o seu caminho". O spa, que terá a marca própria Serenity, e os espaços de restauração também só entrarão em funcionamento com a abertura do hotel.

A UIP, presente em Portugal há mais de três décadas, mantém-se atenta a novas oportunidades de investimento. Segundo Daniel Correia, o grupo "tem uma aposta clara no país, mas não compra tudo, só o que comporte uma mais-valia". Como frisa, "não investimos em quantidade, mas em qualidade". O portfólio do grupo em Portugal integra projetos no Algarve (Pine Cliffs Resort e Vale do Freixo - este último em fase de licenciamento, Cascais (Sheraton Cascais Resort), Porto (Yotel Porto, que entrou em operação no final de maio) e Lisboa (Hyatt Regency).

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