Casas para arrendar disparam 67% com crise no turismo

No distrito de Lisboa, a oferta de imóveis T1 para arrendamento aumentou 78,1%

A crise no turismo fez disparar a oferta de casas para arrendar. O ano de 2020 fechou com um stock de mais de 43 mil imóveis disponíveis no mercado de arrendamento, um aumento de 67% face ao primeiro trimestre, quando se contabilizava uma oferta de 25.848 casas, avança o relatório ao setor imobiliário da Casafari. Nos distritos de Lisboa e o Porto, o stock aumentou 70%.

Em simultâneo, os preços médios para arrendar casa no país apresentaram uma quebra de 11,7%, fixando-se no último trimestre de 2020 nos 820 euros. Em Lisboa, os preços registaram uma quebra de 15%, para 1.016 euros. Já no Porto, a descida foi de 12%, para 683 euros.

A proptech portuguesa avança que a oferta para arrendamento de casas de tipologia T1 no distrito de Lisboa aumentou 78,1%, um crescimento justificado pela atual crise no setor do turismo. A escassez de turistas devido à pandemia da covid-19 levou muitos proprietários de imóveis afetos ao alojamento local a disponibilizá-los para arrendamento de longa duração.

Lisboa mais cara

Já os preços das casas usadas para venda no país apresentaram um aumento de 5,69% em 2020, fixando-se em 2.146 euros por metro quadrado. O distrito de Lisboa continua a apresentar os preços mais elevados, mas foi o que registou o menor crescimento, apenas 0,87%, nos preços médios de venda de apartamentos, diz a Casafari. Entre as tipologias T1, T2 e T3, foi esta última, e a única, que apresentou um decréscimo na evolução do preço médio de venda (-0,05%). Já nos imóveis T1 verificou-se o maior aumento, de 6.23%.

Segundo a análise da Casafari, o distrito de Lisboa apresentou um crescimento na ordem dos 50% na oferta de apartamentos disponíveis nas três tipologias. Os imóveis T1 foram os que registaram o maior aumento de oferta (52,9%), seguindo-se a tipologia T3 (50,4%) e posteriormente a tipologia T2 (49,2%).

No distrito do Porto, após uma ligeira quebra dos preços médios para venda no terceiro trimestre, verificou-se uma recuperação ao longo do quarto trimestre, com a tipologia T1 a registar o maior crescimento dos preços médios (8,5%), e a tipologia T3 a apresentar o maior aumento do stock disponível, uma subida de 19,5%.

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