Preços das casas disparam 5,8% para 2393 euros por metro quadrado em relação a 2021

Lisboa e Porto continuam a ser as cidades mais caras, ainda que os valores praticados em agosto face a julho se tenham mantido relativamente estáveis. Guarda, Braga e Aveiro lideram o ranking das maiores subidas de preço.

Está cada vez mais caro comprar casa em Portugal. No final de agosto, os preços disparam 5,8% para 2 393 euros por metro quadrado (m2), em comparação com o mesmo período do ano passado. A variação trimestral é mais baixa, tendo registado uma subida de 1,4%, segundo o relatório mensal do portal imobiliário Idealista, divulgado esta segunda-feira em comunicado

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa: 5 004 euros por m2. Porto, com 3 108 euros por m2, e Funchal, com 2 532 euros por m2, completam o pódio dos concelhos mais caros. Seguem-se Faro (2 420 euros/m2), Aveiro (2 370 euros/m2), Setúbal (2 065 euros/m2), Évora (1 809 euros/m2), Coimbra (1 611 euros/m2), Braga (1 519 euros/m2), Ponta Delgada (1 497 euros/m2) e Viana do Castelo (1 383 euros/m2).

Em sentido inverso, Portalegre, onde o metro quadro está a 644 euros, Guarda, com 776 euros por m2, e Castelo Branco, com 783 euros por m2, são os municípios onde é mais barato adquirir uma habitação. Bragança (829 euros/m2), Beja (838 euros/m2), Santarém (917 euros/m2), Vila Real (1 085 euros/m2), Leiria (1 273 euros/m2) e Viseu (1 275 euros/m2) completam a lista dos municípios com os preços mais baixos

Maiores subidas em 17 capitais de distrito

Guarda é um dos concelhos onde é mais barato adquirir um imóvel. Contudo, este município registou, em agosto, a maior subida do preço do metro quadrado de todas as capitais de distrito: 9,2%. Braga e Aveiro, onde o metro quadrado encareceu 3,7%, completam o pódio. Seguem-se Funchal (3%), Faro (2,8%), Portalegre (2,7%), Évora (1,9%), Setúbal (1,5%) e Santarém (1,1%).

Bragança (1%), Porto (1%), Viseu (0,8%), Castelo Branco (0,7%), Beja (0,3%), Leiria (0,2%), Coimbra (0,2%) e Lisboa (0,1%) tiveram variações muito pouco significativas, demonstrando uma estabilização do mercado.

Os preços apenas desceram em Viana do Castelo (-2,4%), Ponta Delgada (-1,5%) e Vila Real (-1,4%), revela o mesmo estudo do Idealista.

Por regiões, os preços das casas só não aumentaram no Alentejo, onde os preços recuaram 0,5%. A liderar as subidas, encontra-se a Madeira (2,5,%) seguida pelos Açores (1,8%), Centro (1,5%), Norte (1,3%) e Área Metropolitana de Lisboa (AML) (0,6%).

Apesar de ter registado uma subida pouco significativa, a AML continua a ser a região mais cara para adquirir habitação: 3 469 euros/m2. Na tabela, seguem-se Algarve (2 844 euros/m2), Madeira (2 255 euros/m2) e Norte (1 992 euros/m2).

Do lado oposto, encontram-se os Açores, com o valor mais baixo (1 234 euros/m2), depois o Alentejo (1 245 euros/m2) e o Centro (1 275 euros/m2).

Para a realização do índice de preços imobiliários do Idealista, "são analisados ​​os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes" do portal imobiliário, explica o Idealista. "São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado", esclarece a empresa.

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