Promotores travam investimentos residenciais em Lisboa e Porto

Nos dois primeiros meses do ano registou-se uma quebra nos pedidos de licenciamento nas duas principais cidades do país. Em Lisboa, a queda foi de 53% face ao período homólogo.

No arranque de 2021, o investimento residencial em Lisboa e Porto apresenta sinais de abrandamento.

Nos dois primeiros meses, foram submetidos a licenciamento em Lisboa 36 novos projetos habitacionais num total de cerca de 400 fogos, o que corresponde a uma quebra de 53% e 36% respetivamente face ao período homólogo.

"Este pipeline reflete um forte abrandamento da atividade face a igual período de 2020, quando foram registados 77 projetos residenciais num total de 620 fogos" em Lisboa, diz a Confidencial Imobiliário, que compilou estes dados com base nos pré-certificados energéticos emitidos pela ADENE.

O concelho do Porto registou pedidos de licenciamento para 62 projetos, com cerda de 430 fogos, apresentando uma quebra de 13% em número de empreendimentos e de 7% em unidades de habitação. Embora a atividade registe também alguma perda de dinâmica, é menor que a registada em Lisboa.

Construção nova perde força

Segundo os dados da Confidencial imobiliário, em Lisboa, a maior quebra verifica-se na construção nova, onde se contabilizaram seis novos projetos e 110 fogos no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, uma descida de cerca de 60% face aos fogos em licenciamento no período homólogo. As obras de reabilitação contribuíram com 30 novos projetos para o pipeline submetido a licenciamento, totalizando 290 novos fogos, menos 15% do que em 2020.

No Porto, a construção nova respondeu por 16 projetos e 180 fogos do pipeline e a reabilitação contribuiu com outros 46 projetos e 250 fogos. Face a 2020, a construção nova perdeu ritmo no Porto, com uma queda de 38% no número de fogos. Em sentido inverso, a reabilitação contabilizou um volume de fogos em carteira 43% acima de 2020.

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