Imprensa Estrangeira segue fim do BES

A edição eletrónica do jornal espanhol,El País, fez referencia ao banco português com a notícia:  "Portugal resgata o Banco Espirito Santo com os fundos da troika"
A edição eletrónica do jornal espanhol,El País, fez referencia ao banco português com a notícia: "Portugal resgata o Banco Espirito Santo com os fundos da troika"

O resgate do Banco Espírito Santo com a injeção de capital público e a criação do "Novo Banco" é hoje também destaque na imprensa internacional que dá conta da decisão das autoridades portuguesas depois dos prejuízos do BES anunciados a 30 de julho.

Na edição eletrónica do El País, “Portugal resgata o Banco Espírito Santo com os fundos da troika” e no The Guardian a notícia surge com o título: “Portugal suporta banco com dinheiro europeu”.

A BBC diz que “Portugal revela o plano de salvamento de banco” e a agência Bloomberg destaca osw 6,6 mil milhões de dólares a aplicar pelo país no Banco Espírito Santo.

Leia Também:Operação relâmpago: BES desaparece e nasce Novo Banco

Ainda nas agências estrangeiras, a France Press divulgou ao longo de domingo várias notícias sobre o caso destacando-se nos últimos despachos o título: “Estado Português voa para o resgate do Banco Espírito Santo” ou “Estado português injeta 4,4mil milhões de euros no Banco Espírito Santo”.

Já a Efe destaca que “Vitor Bento liderará o ‘Novo Banco’ que nasce ‘mais forte e seguro'”.

O BES, tal como era conhecido, acabou este fim-de-semana, com o Banco de Portugal a criar o Novo Banco, que fica com os ativos bons e recebe 4900 milhões de euros, e a colocar os ativos tóxicos num ‘bad bank’.

O capital é injetado no Novo Banco através do Fundo de Resolução bancário, criado em 2012, para ajudar a banca a resolver os seus problemas. Como este fundo é recente e só tem 380 milhões de euros, a solução encontrada passa por ir buscar o valor restante ao dinheiro da ‘troika’ destinado ao setor financeiro – estão disponíveis 6,4 mil milhões de euros — e cerca de 100 milhões poderão vir ainda de uma contribuição extraordinária dos outros bancos do sistema.

Já os ativos problemáticos do BES, caso das dívidas do Grupo Espírito Santo e a participação maioritária no BES Angola, ficam no chamado ‘bad bank’ (‘banco mau’). Este terá uma administração própria, liderada por Luís Máximo dos Santos, segundo o jornal Expresso, e não terá licença bancária.

Após o anúncio desta solução, o Governo, através do Ministério das Finanças, afirmou que os contribuintes não terão de suportar os custos relacionados com o financiamento do BES e a Comissão Europeia anunciou que aprova solução, que está em linha com as regras de ajuda da União Europeia.

O Novo Banco será liderado por Vítor Bento, que substituiu o líder histórico Ricardo Salgado, e a quem coube dar a conhecer prejuízos históricos de quase 3,6 mil milhões de euros no primeiro semestre.

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