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Impresa reage a compra da TVI e lembra necessidade de concorrência leal

Francisco Pedro Balsemão, CEO do grupo Impresa. Foto: DR
Francisco Pedro Balsemão, CEO do grupo Impresa. Foto: DR

Impresa diz que é "a favor da concorrência leal num mercado que funcione de forma sã"

A Impresa já reagiu a compra da TVI pelo grupo Altice, os donos do Meo, negócio anunciado na passada sexta-feira no valor de mais de 450 milhões de euros.

“A Impresa é, e sempre foi, a favor da concorrência leal num mercado que funcione de forma sã, bem como do pluralismo na comunicação social. Estamos confiantes de que os reguladores portugueses e europeus terão estes dois princípios em conta quando se pronunciarem sobre a operação em causa”, diz fonte oficial do grupo fundado por Francisco Pinto Balsemão.

O grupo dono da SIC reage assim ao negócio de mais de 450 milhões de euros anunciado na sexta-feira, o mesmo dia em que o fundador do grupo, Francisco Pinto Balsemão, e o seu actual CEO, Francisco Pedro Balsemão, foram recebidos pelo Presidente da República. A reunião, que coincidiu com a audiência de Patrick Drahi, o dono da Altice, já estava agendada há mais de uma semana, mas em cima da mesa estava já a operação de concentração de telecom e media que promete agitar o mercado português.

O mercado antecipa uma reação da NOS e, entre os cenários esperados pelos analistas está ou uma entrada no grupo dono da SIC ou acordos na área de conteúdos. Mas até agora a NOS ainda não deu indicação de qual será a estratégia de contra-ataque.

Fontes ouvidas pelo Dinheiro Vivo adiantam que muito da guerra passará pelos reguladores, com os advogados já a preparar argumentação.

Em cima da mesa está não só a compra de canais, como várias rádios e ativos digitais. Neste último caso, com a compra do IOL, em conjunto com o Sapo, a Altice ficaria com 48% do investimento publicitário digital alocado ao sector dos publishers em Portugal, o meio que mais cresce. Em Portugal, a maior fatia do investimento é absorvida pelo Google e pelo Facebook, calculando-se que apenas 30% seja alocado aos projetos de media.

Há ainda receios que esta concentração possa ter impacto na hora de negociar com a PT os fees dos canais cabo que não fazem parte do universo da TVI, dizem outras fontes ouvidas pelo Dinheiro Vivo.

O negócio, parte do qual passa por uma OPA sobre os 5% do capital da Media capital disperso em Bolsa, terá de obter aprovação dos reguladores que, considerando haver concentração excessiva, poderão determinar remédios.

Na Entidade Reguladora para a Comunicação Social, com o conselho à espera de substituição, o presidente Carlos Magno já disse à Lusa que tem uma equipa a acompanhar o dossier. A ERC tem parecer vinculativo no negócio.

(notícia atualizada precisando o investimento digital alocado aos media)

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