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Impresa.Reestruturação já atingiu 20 trabalhadores. E chegou ao Expresso

Francisco Pedro Balsemão, CEO do grupo Impresa. Foto: DR
Francisco Pedro Balsemão, CEO do grupo Impresa. Foto: DR

Venda de revistas a Luís Delgado levou a uma reestruturação do grupo dono do Expresso e da SIC, com redução de quadros

A reestruturação em curso no grupo Impresa, na sequência da venda das revistas à editora de Luís Delgado, já terá atingido pelo menos 20 trabalhadores no grupo incluindo 10 do Expresso, apurou o Dinheiro Vivo.

Fonte oficial do grupo de Pinto Balsemão não quis comentar esta informação, mas recorda que apesar de estar prevista a transição dos trabalhadores afetos às marcas vendidas a Delgado, “esse número pode não compreender a totalidade das pessoas que trabalham na área das revistas do grupo, nomeadamente os que estão ligados à estrutura, o que poderá levará a Impresa Publishing a dar início a um processo de reestruturação.”

Esta quinta-feira os trabalhadores do semanário reuniram em plenário onde lhes foi transmitido que cerca de 10 trabalhadores do Expresso iriam ser incluídos nesse processo de redução de quadros, alguns dos quais através de rescisões voluntárias, apurou o Dinheiro Vivo.

A redação do Expresso, recorde-se, incluía elementos ligados à revista Exame, um dos títulos que vão transitar para a nova editora de Luís Delgado.

O Sindicato de Jornalistas deu conta de que o grupo pretende rescindir com fotojornalistas no âmbito do processo de reestruturação em curso. O mesmo está a percorrer diversas áreas do grupo como circulação, assinaturas, pré-press, comercial e marketing, sabe o Dinheiro Vivo, o que poderá elevar o número de quadros atingidos neste processo.

O grupo Impresa decidiu no verão alienar a área de revistas, que inclui a Activa, Caras, Caras Decoração, Courrier Internacional, Exame, Exame Informática, Jornal de Letras, Telenovelas, TV Mais, Visão, Visão História e Visão Júnior. Os títulos teriam de ser vendidos ou iriam fechar até ao final do ano, anunciou o grupo a 23 de agosto.

A proposta de Luís Delgado foi “aquela que oferece as melhores condições para o futuro dos colaboradores de cada um destes títulos, bem como para a salvaguarda dos princípios editoriais das marcas”. Até ao final do ano decorrem negociações exclusivas para fechar esta operação.

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