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IMT: Comboio com mais lugares de pé da Fertagus “está a correr bem”

Imagem de um comboio da Fertagus a chegar à estação do Fogueteiro.
(Carlos Costa/Global Imagens)
Imagem de um comboio da Fertagus a chegar à estação do Fogueteiro. (Carlos Costa/Global Imagens)

Impacto de menos lugares sentados nos comboios da Fertagus para a segurança dos passageiros "não é significativo", garantiu líder do IMT.

O comboio experimentar da Fertagus com mais lugares de pé “está a correr bem”. Esta foi a informação deixada esta terça-feira por Eduardo Feio, presidente do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes, durante uma audição no Parlamento. A Fertagus está a testar desde 29 de maio uma unidade com mais 48 lugares disponíveis.

“Os relatos dizem-nos que [a experiência] está a correr bem. A questão é se o material responde bem e se há melhoria dos indicadores de serviço”, afirmou Eduardo Feio em resposta à questão do deputado do Bloco de Esquerda Heitor de Sousa sobre as alterações no interior destes comboio para acomodar mais passageiros, na sequência da entrada em vigor do passe único, no dia 1 de abril.

As mudanças numa unidade UQE 3500 (comboios elétricos com quatro carruagens e dois andares) foram feitas sobretudo no hall de entrada das carruagens. Foram colocados varões e barras horizontais para os passageiros se segurarem. Foram ganhos, ao todo, 48 lugares neste comboio experimental: há menos 112 lugares sentados e mais 160 lugares de pé.

Eduardo Feio, no final da audição, detalhou todo o processo entre o pedido da transportadora do grupo Barraqueiro para mexer nos comboios e a sua entrada em circulação, na sequência de uma pergunta do deputado do PCP Bruno Dias.

“A Fertagus enviou uma nota técnica sobre o novo layout do interior das carruagens”, referiu o líder do IMT. Eduardo Feio indicou depois algumas das garantias que tiveram de ser dadas para a mudança ser validada pelo IMT: “o número de passageiros máximo por comboio não pode exceder o que está definido no contrato; o peso máximo não pode ultrapassar as 24,4 toneladas – por causa da ponte 25 de Abril; tem de ser garantida a segurança dos passageiros em pé e a resistência estrutural dos veículos”.

Depois desta avaliação, o IMT validou o pedido da Fertagus, depois de entender que “os níveis de emissão de dióxido de carbono continuam aceitáveis e que o impacto para a segurança dos passageiros não é significativo”.

As alterações nos comboios da Fertagus foram anunciadas no início de março por Cristina Dourado, administradora delegada da transportadora, em entrevista ao Dinheiro Vivo e à TSF no programa “A Vida do Dinheiro”. A empresa detida pelo grupo Barraqueiro está ainda a estudar uma mudança nos horários, conforme o Dinheiro Vivo já tinha adiantado no dia 1 de abril.

Eduardo Feio foi ouvido na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas a pedido do PSD por causa da segurança do material circulante. O líder do IMT garantiu na audição que “não há colapso” na segurança dos segurança dos comboios.

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