Hotelaria

Incêndio de Monchique leva ao cancelamento de reservas

Monchique (Foto: Filipe Farinha/ Lusa)
Monchique (Foto: Filipe Farinha/ Lusa)

Empresários pedem ajuda ao Governo para reerguer os seus negócios na sequência dos fogos.

O incêndio em Monchique, no distrito de Faro, que lavrou a serra algarvia durante oito dias, espantou os turistas e está a causar prejuízos nos empreendimentos turísticos do concelho. Já foram canceladas reservas e a procura sofreu uma quebra significativa.

Rui André, presidente da Câmara Municipal de Monchique, não deixa de lamentar os estragos, mas garante ao Dinheiro Vivo que o concelho “continua apto a receber pessoas”. “A imagem que passa é que o concelho ardeu, mas a nossa natureza tem uma capacidade de regeneração muito rápida e, em pouco tempo, está tudo verde outra vez”, acredita.

As chamas não chegaram à Quinta do Tempo, em Monchique, propriedade de alojamento local de Laura Duarte, mas alguns clientes desmarcaram as suas férias, num mês em que estaria com uma lotação de cem por cento.

Laura Duarte refere que ainda não fez contas às despesas, mas está convicta de que será “uma fase passageira”. “Não sabemos como é que a situação vai evoluir, mas estão a ser feitos todos os esforços para que tudo volte a ser como era ou até melhor”, frisa.

Já João Jesus, dono de uma quinta em Caldas de Monchique, afirma que, em termos de reservas, não nota quebras significativas, tendo a maioria dos cancelamentos chegado por parte dos ingleses, na sequência do alerta emitido pelo Governo britânico aos cidadãos.

Admite, no entanto, que não tem mãos a medir com a despesa e questiona-se: “Quem é que vai pagar pelas reservas canceladas?”. “Vamos endividar-nos sem saber se isto vai voltar a ser como era daqui a um ou dois anos”, lamenta.

“As ajudas são insuficientes. O Estado pode mostrar muita preocupação, mas dá com uma mão enquanto recebe com a outra”, acusa o proprietário da Quinta da Idalina, atirando uma farpa ao executivo.

Por sua vez, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, lembra que está disponível uma linha de apoio à tesouraria das empresas turísticas afetadas, assim como uma linha de apoio à qualificação da oferta com 30 milhões de euros para distribuir. Existe ainda um mecanismo de apoio para que se realizem eventos e congressos nos territórios afetados, tal como aconteceu o ano passado no Centro.

Assegurou ainda que o levantamento dos prejuízos continua a ser feito no terreno pela Região de Turismo do Algarve, em conjunto com a Câmara Municipal de Monchique e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

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