Indústria 4.0

Indústria 4.0: As cinco principais medidas

Programa representa injeção total de até 4,5 mil milhões de euros na economia

O Governo apresenta esta segunda-feira as 60 medidas destinadas à quarta Revolução Industrial (Indústria 4.0). Este programa vai representar uma injeção total de até 4,5 mil milhões de euros na economia; metade deste montante (2,26 mil milhões de euros) vem de fundos europeus. A apresentação estará a cargo do secretário de Estado João Vasconcelos, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Leiria.

Apresentamos abaixo as cinco principais medidas deste programa, que foi elaborado após a audição de mais de 200 empresas e startups em quatro grupos de trabalho constituídos desde abril de 2016 em áreas como retalho, o turismo, o automóvel, os moldes ou a agro-indústria. A supervisão da estratégia estará a cargo da COTEC.

Vale Indústria 4.0 dá 7500 euros
Mais de 1500 pequenas e médias empresas vão beneficiar do vale indústria 4.0, avaliado em 7500 euros. Este incentivo vai custar, ao todo, 12 milhões de euros e vai apoiar a transformação digital destas empresas e a adoção de tecnologias para provocar grandes mudanças nos modelos de negócio tradicionais.

Formação digital para 20 mil pessoas
A formação em novas tecnologias para 20 mil pessoas no ativo visa aproveitar a atual geração de trabalhadores e para criar novas oportunidades de emprego. O ensino de código (área da programação) desde o primeiro ciclo e a reforma dos cursos profissionais técnicos são outras das principais medidas da estratégia 4.0.

Vistos para mais qualificados
A criação de uma política de apoio ao recrutamento dos estrangeiros mais qualificados é outra das medidas. Pretende-se mesmo reforçar a política europeia de vistos para a captação de quadros técnicos em engenharia e novas tecnologias. Os beneficiários poderão ter condições de trabalho como os cidadãos nacionais.

Grandes empresas reforçam formação
PT, Huawei, Bosch, Siemens, Autoeuropa e Peugeot-Citröen são algumas das grandes empresas que vão lançar programas próprios de formação de trabalhadores e cooperação com pequenas e médias empresas para estimular a inovação ao longo dos próximos anos. As universidades também vão estar envolvidas.

Rota da internacionalização
As empresas tecnológicas portuguesas vão poder exibir-se em algumas das principais feiras da área da inovação já a partir do final de março deste ano. Portugal deverá ainda criar eventos internacionais em locais estratégicos para promover o trabalho nacional.

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