Inovação

Industria portuguesa apoia a montagem e teste de foguetões

Ariane, este foguete já atingiu uma sequência de 60 lançamentos concluídos com sucesso, feito raro no panorama mundial. Fotografia: D.R.
Ariane, este foguete já atingiu uma sequência de 60 lançamentos concluídos com sucesso, feito raro no panorama mundial. Fotografia: D.R.

ISQ fechou um novo contrato no valor de 3 milhões de euros com o centro aeroespacial da Guiana Francesa

O Grupo ISQ fechou um novo contrato para a prestação de serviços de apoio às atividades de Operação e de Montagem, Integração e Teste de Foguetões no Porto Espacial Europeu de Kourou, o CSG – Centre Spatial Guyanais, na Guinana Francesa.

“Este contrato vai permitir que o ISQ continue presente no CSG, de forma permanente, até 2022 e representa uma faturação superior a 3 milhões de euros. O ISQ é a única entidade portuguesa presente, em permanência, no Spaceport de Kourou, desde 2004, o que mostra a excelência da engenharia e da industria portuguesa”, refere o Presidente do ISQ, Pedro Matias.

“A presença do ISQ no Setor da Aeronáutica e Aeroespacial é o resultado de um trabalho de vários anos, de uma equipa diversificada e qualificada em áreas de elevada complexidade tecnológica e organizacional, que permitiu ao ISQ granjear nome e sucesso no sector, dentro e fora do país”, diz o presidente do ISQ. Ou seja, a engenharia portuguesa é uma referência no Centro Espacial Europeu onde são lançados os foguetões de três sistemas de lançamento: o Ariane 5, o Soyuz e o Vega.

Paulo Chaves, engenheiro do ISQ que acompanha o cluster de aeronáutica e aeroespacial, salienta que, “as atividades no âmbito do setor da aeronáutica e espaço começaram no início do século e têm crescido de forma sustentada. Desde 2015 até à data, o grupo português participou num conjunto de projetos internacionais que contaram, e ainda contam, com o envolvimento do ISQ”.

O Centre Spatial Guyanais, na Guinana Francesa, tem uma cota, do mercado mundial de satélites geoestacionários civis, superior a 50%, o que significa que “mais de metade dos satélites geostacionários colocados em orbita nos últimos anos tiveram o acompanhamento de engenheiros do ISQ”. Estes satélites orbitais destinam-se a assegurar serviços que vão desde as telecomunicações, internet e observação da terra.

Uma das componentes mais sensíveis desta atividade, ao nível da segurança, é o controlo e gestão de atividades de risco como é o caso do manuseamento de matérias perigosas, em especial as hidrazinas: o combustível utilizado para a propulsão dos satélites.

Atualmente são realizados 12 lançamentos de foguetes por ano, o que corresponde a cerca de um lançamento por mês.

Em paralelo, o ISQ participa em múltiplos trabalhos para as diferentes vertentes deste setor, sejam eles a produção industrial aeronáutica; o transporte aéreo; a manutenção e reparação de aeronaves; a exploração e construção de aeroportos; o transporte espacial, no fundo, o desenvolvimento de tecnologia para quase todos estes subsetores. Quanto aos clientes, uma parte significativa ou é estrangeira ou está incorporada em cadeias de fornecimento internacionais.

O ISQ é uma entidade privada, independente, com sede em Portugal e que oferece aos seus clientes um vasto conjunto de serviços de Engenharia, Consultoria Técnica, Inspeções Técnicas, Ensaios e Testes e desenvolve também atividades de I&D.

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