Insolvências estão a crescer no setor da construção

O aumento dos preços das matérias-primas, dos transportes e da energia está a ameaçar a sobrevivência das micro e pequenas empresas de construção.

O setor da construção, principalmente as micro e pequenas empresas, correm sérios riscos de insolvência nos próximos meses. O aumento dos preços dos materiais de construção, a escassez de mão-de-obra e a falta de pessoal especializado, fatores que incrementam os custos salariais, a que se somam o crescimento dos preços dos transportes e energia, estão a ameaçar a atividade.

Segundo a seguradora Crédito y Caución, regista-se já "um aumento das insolvências no setor da construção em diversos países europeus que afeta principalmente as micro e pequenas empresas", prevendo-se que esta tendência se mantenha nos próximos meses.

Apesar do setor não ter praticamente parado durante este último ano e meio, marcado pela pandemia do novo coronavírus, "a construção regista uma percentagem de falências superior à maioria dos restantes setores de atividade", sublinha a seguradora de crédito.

Segundo esta entidade, há atualmente uma concorrência "intensa" na maioria dos mercados, com as empresas a gerirem "margens estreitas" e "sistemáticos atrasos nos pagamentos por parte dos clientes públicos". Há ainda a destacar que a recuperação da construção não residencial manteve-se baixa dada a menor procura de escritórios e espaços comerciais.

Neste contexto, a Crédito Y Caución sublinha que "o setor da construção apresenta um elevado risco de incumprimento em diversos países europeus como Portugal, Espanha, Dinamarca, Eslováquia, França, Reino Unido, Itália, Polónia, Reino Unido, República Checa ou Rússia. Mas também na Austrália, Brasil, Coreia do Sul, China, Emirados Árabes Unidos, Índia, México, Singapura, Tailândia ou Turquia.

Apenas os EUA têm atualmente um baixo risco de incumprimento.

Na Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Hungria, Hong Kong, Indonésia, Irlanda, Japão, Nova Zelânda, Países Baixos, Suécia, Suíça ou Taiwan, o setor da construção apresenta também níveis de incumprimento considerados médios.

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