Intermarché abre supermercado em Santarém e investe 5 milhões

Grupo Mosqueteiros, dono da insígnia Intermarché, tem em marcha desde fevereiro um plano de contingência para responder ao Covid-19.

O Intermarché abre na próxima quinta-feira um supermercado em Samora Correia, no distrito de Santarém. O espaço, com 1.490 metros quadrados, implicou um investimento de 5 milhões de euros, tendo criado 55 novos postos de trabalho. "Neste momento crítico o país precisa de se manter de pé e o acesso das pessoas a bens alimentares e a outros de primeira necessidade é fundamental", justifica Martinho Lopes, administrador do Intermarché sobre a opção de abrir loja no atual momento.

“Como parte de um setor estratégico e vital para a sociedade é nossa obrigação servir a comunidade da melhor forma possível mantendo as nossas lojas abertas, abastecidas e se possível aumentar a oferta com mais pontos de venda. Neste momento crítico o país precisa de se manter de pé e o acesso das pessoas a bens alimentares e a outros de primeira necessidade é fundamental", diz Martinho Lopes, ao Dinheiro Vivo. "É um desafio para todos, mas cada um de nós, a título individual e em equipa, devemos empenhar-nos para munir as populações de tudo o que precisam para poderem ficar em casa", refere. E conclui. "O novo Intermarché de Samora Correia é fruto do esforço da nossa insígnia e de um empresário aderente que vai empregar 55 colaboradores e abastecer esta região de bens essenciais. Esta loja, à semelhança de todas as outras lojas do Intermarché, irá cumprir todas as diretrizes e medidas partilhadas pelas autoridades competentes com vista à segurança dos nossos clientes, colaboradores e suas famílias”.

Em Aveiro, a Mercadona optou por não abrir a nova loja com abertura prevista para 24 de março, dado o surto de Covid-19. Seria a primeira loja da cadeia espanhola a abrir este ano, de um total de 10 previstas.

"Com a inauguração deste novo ponto de venda estamos a contribuir para o desenvolvimento da comunidade e da economia local, através de investimento e da criação de emprego”, diz Samuel Alves, dono do espaço comercial, citado em nota de imprensa. "A nova loja abre portas com um novo conceito, que foi pensado para o conforto e conveniência dos portugueses. A abertura desta nova superfície comercial demonstra o nosso compromisso e empenho em proporcionar uma experiência de compra com a qual os nossos clientes se identifiquem, que lhes seja próxima e que alie os melhores serviços e produtos aos melhores preços", continua. Novo espaço tem serviços de cabeleireiro e os clientes podem aceder a artigos de papelaria.

O grupo Mosqueteiros, dono do Intermarché, tem mantido todas as lojas abertas das várias insígnias que detém no país. Apenas em Ovar, onde foi decretado o estado de calamidade, foram encerradas as lojas Bricomarché e Roady.

Desde fevereiro que o grupo retalhista tem em marcha um plano de contingência. "Foi definido um plano de intervenção gradual que passou pela sensibilização dos colaboradores, adaptação do refeitório, reforço de equipa de higiene, reforço de dispositivos com álcool, sala de isolamento, monotorização de mais de 600 colaboradores em teletrabalho e criação de clusters para evitar contacto entre trabalhadores. Para Já colocamos em teletrabalho todos os colaboradores mais vulneráveis, com filhos menores de 12 anos ou familiares próximos com necessidades especiais", informa o grupo retalhista em declarações ao Dinheiro Vivo.

"Como parte de um setor estratégico e vital para a sociedade, principalmente neste momento tão delicado que o país e o mundo atravessa devido ao estado de emergência em matéria de saúde pública (pandemia), o Grupo Os Mosqueteiros - detentor das insígnias Intermarché, Bricomarché e centros-auto Roady - tem vindo a implementar e a partilhar com todos os seus pontos de venda diretrizes e medidas a serem implementadas, com intuito de evitar a propagação do vírus COVID-19", diz ainda o grupo.

Sobre a redução de horários, diz. "Atendendo a que cada loja do Grupo Os Mosqueteiros é gerida por empresários independentes que, pela sua proximidade às comunidades locais, têm um conhecimento privilegiado das suas especificidades e necessidades, é da competência de cada uma delas a definição do seu horário de funcionamento, bem como de outras medidas que considerem ser pertinentes implementar, as quais terão como linha orientadora as diretrizes do Grupo acima referidas, bem como o estrito cumprimento de determinações das entidades competentes na matéria em questão."

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