Intermarché premeia azeite, queijo, espargos e gelados. Produtores têm escoamento garantido durante um ano

Na sétima edição do Prémio Intermarché Produção Nacional houve 150 candidaturas, uma subida face à cerca de uma centena de candidaturas de há um ano.

Espargos verdes e roxos, azeite biológico, queijo, vinho de talha, gelados biológicos mediterrânicos e produtos feitos de alfarroba de pequenos produtores nacionais têm durante um ano o escoamento do seu produto garantido na rede de supermercados Intermarché. Este ano houve 150 candidaturas ao Prémio Intermarché Produção Nacional, uma subida face ao perto de uma centena de candidaturas de há um ano.

"Penso que o aumento do número de candidaturas esteve essencialmente relacionado com o facto do Prémio Intermarché Produção Nacional ser cada vez mais valorizado pelos produtores nacionais. Aos vencedores a iniciativa garante a visibilidade dos seus produtos nos lineares dos nossos pontos de venda e a possibilidade de terem sucesso junto do consumidor. Este é já um projeto de referência que impulsiona o reconhecimento da produção nacional de qualidade", afirma Martinho Lopes, CEO do Intermarché, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Há um ano houve seis vencedores, o mesmo número de premiados nesta sétima edição desta iniciativa que visa dar aos pequenos produtores a oportunidade de colocar os seus produtos na grande distribuição. Este ano foram selecionados na categoria produção primária Espargos Verdes e Espargos Roxos (da FHZ - Investimentos Agrícolas Lda) e o azeite virgem extra biológico (da Alberto Luis Branco Miranda de Carvalho Neto), na categoria produtos transformados foram escolhidos o Queijo "Ilha dos Mistérios" (da Cooperativa Leite Montanha, CRL), bem como a Vidigueira Vinho de Talha (da Adega Cooperativa de Vidigueira), já ao nível da categoria inovação em embalagem o Gelado Biológico Mediterrânico (da Fragogel Comercialização e Fabricação de Gelados Lda) e, por fim, a Grand Carob (produtos inovadores e saudáveis feitos de alfarroba) na categoria de Ideias com potencial.

Foram ainda atribuídas duas menções honrosas à BioApis - Apicultura Biológica LDA (produtora de mel BioApis de agricultura biológica, de castanheiro, rosmaninho e urze) na categoria de produção primária, e na de produtos transformados, destacada a destilaria de Gin, Black Pig Unip. Lda.

O escoamento dos produtos dos projetos vencedores será assegurado nas 255 lojas que compõem a rede nacional de lojas do Intermarché. "Para além do reconhecimento uma das mais-valias do Prémio Intermarché Produção Nacional é exatamente trazer estes produtores, muitos deles ainda de pequena dimensão, para a Grande Distribuição. Tivemos 30 prémios ao longo das 6 edições anteriores e cerca de 40% destes produtores mantêm-se nossos fornecedores", destaca Martinho Lopes.

A cadeia lançou há um ano a sua marca própria PorSi, mas até ao momento, nenhum dos produtores vencedores nas sete edições do prémio são fornecedores da marca própria da cadeia de supermercados do grupo Os Mosqueteiros. "Ainda não aconteceu, mas é possível que venha a acontecer. Depois de iniciado o processo de candidatura ao Prémio e ao longo da análise dos projetos há um acompanhamento próximo por parte do Intermarché e se o produto em questão tiver qualidade e possibilidade de produção em escala pode entrar para a nossa marca própria", admite o CEO da cadeia.

Nem entraram ainda no canal de exportação, da cadeia com origem em França. "A maioria dos vencedores do Prémio Intermarché Produção Nacional tem explorações relativamente pequenas pelo que para a maioria a exportação ainda não é viável. Muitas vezes temos de ir dando pequenos passos. Depois de conseguirem escoar para as nossas lojas a próxima etapa é perceber o feedback do consumidor nacional e depois, aí sim, se terá interesse e boa recetividade em outros mercados", refere o responsável.

Martinho Lopes mostra-se, no entanto, otimista com o aumento das exportações de produto nacional para lojas Intermarché no mercado externo. Em 2019 esse valor saldou-se em 3,2 milhões. "Quanto às exportações da insígnia estimamos em 2021 manter o valor alcançado em 2020, ou seja 4 milhões de euros", adianta.

A cadeia tem vindo há vários anos a trabalhar com produtores nacionais - já são 700 fornecendo mais de 300 produtos - através do Programa Origens. Até junho já tinham comprado 40 mil toneladas de frescos a produtores nacionais o que representa um crescimento em valor de cerca de 10,59%. "O valor continua a crescer. No final de setembro estávamos nas 66 mil toneladas, mantendo a progressão de cerca de 12% e acredito que até ao fim do ano iremos manter o ritmo de crescimento e manter um resultado positivo", acredita.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de