Distrtibuição

Intermarché vai investir 200 milhões e abrir 63 lojas

Foto: João Santos / Global Imagens
Foto: João Santos / Global Imagens

A aposta da Intermarché insere-se no plano de crescimento do Grupo Mosqueteiros em Portugal.

O Intermarché vai investir 200 milhões de euros até 2020, prevendo a abertura de mais 63 lojas em quatro anos. Só este ano a cadeia de distribuição do Grupo Mosqueteiros prevê abrir entre “10 a 12 lojas”, adiantou Vasco Simões, administrador do Intermarché.

A aposta do Intermarché insere-se no plano de expansão do grupo Mosqueteiros que o ano passado anunciou planos de investir 280 milhões no mercado português, e da abertura de mais 100 lojas para as diversas insígnias do grupo que, além do Intermarché opera em Portugal com a Bricomarché e Roady, nos próximos cinco anos.

O crescimento deverá ser por via orgânica, embora o grupo admita aquisições, procurando assim o Grupo Mosqueteiros novos franchisados para assumir a liderança dos espaços. Dependendo da insígnia, a abertura de uma loja implica um investimento da parte do franchisado a rondar os 75 mil (Roady), aos 100 mil no caso do Bricomarché, valor que sobe para 200 mil para um espaço Intermarché.

O Grupo Mosqueteiros fechou o ano passado com 2 mil milhões de euros de vendas, das quais 92% são geradas pela Intermarché. Em Portugal, a cadeia gerou o ano passado 1,35 mil milhões de euros, apenas com o retalho alimentar, valor que aumenta para 1,9 mil milhões de euros com o contributo desde segmento. Receitas geradas pelos 241 pontos de venda e pelos 160 postos de combustível, para uma quota de 9,9% de mercado na grande distribuição.

Mas há planos de expansão, tanto ao nível de abertura de novas lojas, como de postos de combustível. Até 2020 o Intermarché quer ter mais 90 postos de combustível. E mais de 60 lojas. Este ano entre 10 a 12 deverão abrir, mas o objetivo é abrir 200 até 2020. Tanto por via do crescimento orgânico, como pela aquisição. O ano passado a Intermarché comprou nove loja da cadeia algarvia Alisuper. “Já abrimos seis lojas e vamos abrir outras três este ano. Se a oportunidade surgir [de novas aquisições] podemos crescer por essa via ou com a abertura de lojas”, admite Vasco Simões.

Com este investimento, a Intermarché calcula que irá conquistar uma quota de 13,5% na grande distribuição alimentar.

Aposta na produção local

Vasco Simões destaca a implantação regional da cadeia – “em cada 16 km há um Intermarché” -, bem como o programa Origens, para a colocação de produtos nacionais nas prateleiras da cadeia. O ano passado esse programa, que já tem 170 produtores e mais de 230 produtos, foi responsável por 16,5% do volume de negócios, valor que até 2020 a cadeia quer aumentar para 30%. Nesse âmbito, o Intermarché está ainda a dinamizar junto das cadeias do grupo em outros mercados a exportação de produto fresco português como a Pera Rocha, e este ano a laranja algarvia e maçã de Alcobaça “em particular a Bélgica e França onde temos uma forte comunidade”.

Bricomarché e Roady querem aumentar lojas

Os planos de crescimento do Grupo Mosqueteiros estende-se às insígnias Bricomarché e Roady.

A cadeia de bricolage fechou o ano passado com 87 milhões de euros de receitas, mais 3 milhões do que face ao ano anterior. A Bricomarché tem atualmente 35 lojas e este ano quer abrir mais quatro. Até 2020 planeia investir 60 milhões de euros, para abrir mais 15 lojas para um total de 50, adiantou Pedro Subtil, administrador da Bricomarché.

Na Roady os planos passam pela abertura de mais duas lojas este ano de um total de 30 até 2020, elevando para 60 o número de espaços da cadeia no país. Um investimento na ordem dos 20 milhões de euros, anunciou Estelle Pereira, porta-voz da Roady em Portugal. A insígnia fechou o ano com receitas de 37 milhões de euros, acima dos 36,7 milhões do ano anterior.

10 milhões para centro logístico de Alcanena

Ainda este ano o Grupo Mosqueteiros espera ver concluída a expansão do centro logístico de Alcanena. “Está pronto este ano”, garantiu Jorge Rafael, responsável de comunicação do Grupo Mosqueteiros. O investimento de 10 milhões de euros levará ao aumento em 12 mil m2 da atual área de 30 mil do centro, com a criação de 100 postos de trabalho.

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