Investidores estrangeiros querem lojas e shoppings

Lisboa é um dos locais mais procurados
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Os investidores estrangeiros estão de regresso ao mercado imobiliário europeu e, em particular, a Portugal, mas não querem tudo. No mercado de compra e venda de ativos imobiliários, os empresários e os fundos de investimento só querem imóveis com bons rendimentos, ou seja, com boas rendas e contratos longos. É o caso das lojas de rua, estejam elas arrendadas a marcas de moda, restaurantes ou supermercados.

“Tem sido o comércio de rua a impulsionar o investimento em imobiliário de retalho nos últimos dois anos”, disse em comunicado, o diretor de Capital Markets da consultora JLL em Portugal, Fernando Ferreira. Exemplo disso foi a venda da futura loja da Ermenegildo Zegna na avenida da Liberdade ou a compra do espaço ocupado pelo restaurante Vitaminas na Rua Augusta. Ou ainda a compra do espaço ocupado pelo restaurante Belcanto, no Chiado.

Outro ativo que começa também a ser muito procurado são os shoppings. “Desde meados do ano passado que a procura por centros comerciais está também a reemergir”, disse o mesmo responsável, lembrando que o retalho está a reconquistar “a posição de liderança que sempre teve na preferência dos investidores”.

No total, investiram-se 28 milhões na compra de ativos para rendimento em Portugal, tudo por estrangeiros, mas “um valor ainda tímido face aos negócios de grande volume que estão em perspetiva “, disse o diretor-geral da JLL em Portugal, Pedro Lencastre.

Na Europa, os montante investido na compra de ativos imobiliários para rendimento são, de facto, muito diferentes e ascendeu, no primeiro trimestre do ano, a 6,6 milhões de euros, mais 27% que os euro5,2 mil milhões registados no mesmo período do ano passado e cerca de 20% acima da média trimestral dos últimos cinco anos.

Reino Unido e Alemanha são os países de eleição, com os volumes de investimento a chegar, respetivamente, aos 2,3 mil milhões de euros e aos 1,8 mil milhões de euros.

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