Investir em imobiliário ainda rende mais que comprar ações

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Investir em imobiliário em Portugal ainda é mais rentável e tem um risco mais controlado que comprar ações ou obrigações, principalmente se for a longo prazo, ou seja, a partir dos dez anos. A conclusão é do índice de 2013 do Investment Property Databank (IPD), uma base de dados que em Portugal conta com 921 ativos avaliados em mais de oito mil milhões de euros.

De acordo com este documento, hoje divulgado, investir em ações dá um retorno de cerca de 3,5% com uma volatilidade de 26%, enquanto que o imobiliário dá um retorno de 6% com uma risco de quase 26%.

O retalho, ou seja, as lojas e os centros comerciais continuam a ser os ativos com melhor rentabilidade, quase 7%, mas com um risco de 9%. Seguem-se os escritórios, que apesar de menos rentáveis no longo prazo tem uma volatilidade bem mais baixa, de cerca de 2,5%.

Aliás, o retalho registou em 2012 um dos melhores desempenhos dos últimos 13 anos, reparou um dos responsáveis do IPD Portugal, Luís Francisco. Segundo este estudo, o retalho teve um retorno só das rendas de cerca de 6,5%. Já os escritórios tiveram o comportamento exactamente oposto, com um retorno de rendas da ordem dos 5,2% e um dos níveis mais baixos dos últimos 13 anos.

Aliás, de acordo com um dos responsáveis do IPD na Europa, Olivier Mége, o facto do imobiliário ser mais rentável que as ações é só mesmo a longo prazo, uma vez que em 2012, as ações tiveram um melhor rendimento. Tendo em conta os dados do IPD apresentados hoje, o retorno imobiliário em geral foi de apenas 0,8% enquanto o das ações chegaria perto dos 3%.

Segundo Luís Francisco, 2012 foi de facto um ano difícil para o imobiliário nacional. Além dos fracos retornos, a taxa de desocupação manteve-se elevada apesar de registar uma ligeira melhoria.

Assim, segundo os dados do IPD, a taxa de desocupação dos ativos imobiliários no geral estava, no final de 2012, nos 19,6%. Os escritórios e os espaços industriais eram os que estavam mais vazios, respetivamente com 24,2% e 23,9%, seguindo-se depois o retalho com 14,3%.

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