IP garante segurança de pontes e viadutos em Portugal

A IP tem a seu cargo a manutenção de mais de 7.200 obras de arte, como pontes, viadutos, túneis e passagens hidráulicas

Todas as pontes e viadutos para carros e comboios não têm qualquer problema de segurança em Portugal. A garantia é da IP - Infraestruturas de Portugal, a entidade que gere a rede nacional rodoviária e ferroviária. A empresa liderada por António Laranjo recorda que investiu 250 milhões de euros na requalificação de pontes e viadutos desde 2010. O comunicado foi divulgado esta quarta-feira, um dia depois de o PCP ter pedido esclarecimentos sobre a manutenção de pontes, autoestradas e ferrovias nacionais.

"O forte investimento efetuado nos últimos anos, de 250 milhões de euros desde 2010, em trabalhos de conservação e requalificação de Obras de Arte e a realização de inspeções a todas as estruturas e a atempada definição de uma estratégia de intervenções devidamente programadas, contribuíram decisivamente para o incremento do nível de qualidade das estruturas em bom ou muito bom estado de conservação, resultando em otimização dos custos com investimento. Hoje a empresa detém um conhecimento aprofundado e permanente do estado de todas e cada uma das estruturas, que lhe permite garantir a boa gestão da conservação de todo este vasto património", refere a IP na nota de imprensa.

A empresa recorda também que atualmente que não há na rede ferroviária e ferroviária gerida pela IP "qualquer obra de arte em exploração cuja utilização esteja vedada por representar risco à segurança de pessoas e bens".

Na rede nacional, segundo a empresa, apenas há restrições de circulação nos locais onde estão a decorrer "trabalhos de requalificação, reforço ou substituição das atuais estruturas". A IP tem sete obras de reforço de pontes e viadutos na área rodoviárias e três intervenções na rede ferroviária.

A IP tem a seu cargo a manutenção de mais de 7.200 obras de arte, como pontes, viadutos, túneis e passagens hidráulicas. 73% destas obras pertencem à rede rodoviária; 27% à rede ferroviária.

As inspeções são feitas por procedimentos de rotina ou por inspeções principais: a verificação de rotina a estas instalações é efetuada de dois em dois anos na rede rodoviária e a cada 15 meses na rede ferroviária; as inspeções principais, mais detalhadas, são feitas a cada cinco anos.

São ainda efetuadas inspeções subaquáticas, a cada quatro ou cinco anos, "às partes permanentemente imersas das obras de arte, com uma altura de água superior a 1 metro, a fim de avaliar o seu estado de conservação, caracterizar a zona envolvente das fundações e propor as medidas de atuação necessárias".

O esclarecimento da IP é feito um dia depois de o PCP ter pedido ao ministro do Planeamento e Infraestruturas esclarecimentos documentais sobre a manutenção das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, das autoestradas, incluindo o viaduto Duarte Pacheco, e das ferrovias nacionais.

Os comunistas entendem que a queda da ponte Morandi, em Itália, que vitimou 43 pessoas na semana passada, "torna mais atual a exposição das preocupações" sobre o estado das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias.

No caso da Ponte 25 de Abril, as obras de conservação e reparação deverão iniciar-se até ao final deste ano. Mesmo que o prazo para entrega das propostas tenha sido adiado por duas vezes, como noticiou o Dinheiro Vivo na segunda-feira. Há seis entidades que concorreram para estes trabalhos, orçados em 18 milhões de euros.

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