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iPhone ainda cai, mas Apple volta a sorrir com recorde de receitas

Apple CEO Tim Cook waves as he arrives on stage to deliver his keynote address at the Worldwide Developers Conference in San Francisco
REUTERS/Robert Galbraith

O iPhone 11 é agora o modelo mais vendido da Apple, que bateu as expectativas do mercado e dá sinais de recuperação no smartphone

Será possível ver o iPhone a crescer novamente? Com preços elevados, um mercado saturado e os utilizadores a demorarem mais tempo a substituírem os seus dispositivos, a tarefa não é fácil. Mas pelo menos a quebra das vendas que nos últimos trimestres perseguiu a Apple está a começar a abrandar, e a marca passou um teste crucial nesta segunda metade do ano.

Foi isso que o CEO Tim Cook salientou na apresentação dos resultados do quarto trimestre fiscal da empresa, findo a 30 de setembro. O principal produto da Apple gerou 33,36 mil milhões de dólares, uma redução de “apenas” 9% que representa “uma melhoria em relação aos 15% de queda anteriores”, disse Cook na conferência com analistas.

O executivo mostrou-se mesmo bastante otimista quanto às vendas dos novos iPhones no trimestre do Natal. “Estamos muito satisfeitos com o que estamos a ver com o 11, 11 Pro e 11 Pro Max. Ainda é cedo, mas as tendências estão com bom aspeto”, disse o CEO aos analistas. “Vocês podem ver que estamos otimistas olhando para a orientação do trimestre”, sublinhou Cook, referindo-se à previsão de receitas entre os 85,5 e os 89,5 mil milhões e dólares nos três meses até ao final do ano. O CEO disse também que o iPhone 11 é agora o modelo mais vendido da marca.

O mercado reagiu de forma positiva aos números apresentados, porque as receitas superaram bastante as expectativas dos analistas, chegando aos 64 mil milhões de dólares. “Foi o volume de negócios mais elevado de sempre no trimestre de setembro”, salientou Tim Cook, dizendo que a queda do iPhone foi eclipsada pelo desempenho “fenomenal” dos wearables – Apple Watch, Beats e AirPods – e pelos Serviços.

Se não fosse pelo declínio da linha de smartphones, as receitas teriam crescido 17%, salientou o responsável. Apesar de os lucros terem recuado cerca de meio milhão de dólares, para 13,6 mil milhões, os investidores gostaram do que viram e as ações da Apple inverteram a contração do fecho da sessão, subindo mais de 1,8% nas trocas fora de horas.

Novos produtos em alta

A surpresa é que os wearables protagonizaram um grande salto no trimestre, disparando 54% para 6,52 mil milhões de dólares. Os serviços tiveram um incremento significativo de 18% para 12,5 mil milhões e o iPad subiu 17% para 4,65 mil milhões. Juntos, permitiram compensar a redução nas vendas de iPhones e o ligeiro decréscimo nos computadores Mac, que ficaram à beira dos 7 mil milhões de receitas.

A Apple já não dá detalhes sobre o número de unidades vendidas, pelo que não é possível perceber a extensão das quebras ou subidas nestes segmentos de produtos.

O que o diretor financeiro Luca Maestri garantiu foi que há “uma forte procura” pelos produtos da marca no segmento empresarial, em especial no retalho, onde “muitas empresas estão a escolher Apple para se modernizarem.” O executivo deu os exemplos da Burberry, Ralph Lauren, Sephora e GAP.

Maestri disse também que a empresa tem agora 450 milhões de subscrições pagas em vários serviços, incluindo Apple Music, o que compara com os 330 milhões que contabilizava na mesma altura do ano passado.

O CFO ainda avisou que a flutuação cambial penalizou os resultados em quase mil milhões de dólares e o mesmo vai acontecer no trimestre do Natal, que é sempre o melhor do ano para a Apple. Feitas as contas ao ano fiscal, a empresa teve um desempenho pior que 2018, faturando menos 5 mil milhões. Ainda assim, finalizou com 260,1 mil milhões de dólares.

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