Tecnologia

IPO da Xiaomi poderá avaliar empresa em quase 70 mil milhões

Lei Jun, CEO da Xiaomi, apresentou o Mi4 na semana passada

A entrada em bolsa da fabricante chinesa de smartphones poderá ser a maior de uma empresa tecnológica este ano.

A fabricante chinesa de smartphones Xiaomi prepara-se para realizar uma oferta pública inicial (IPO na sigla em inglês) e, com a entrada em bolsa, a empresa poderá ficar avaliada entre 70 mil milhões de dólares e 80 mil milhões de dólares (entre cerca de 59 mil milhões de euros e 67 mil milhões de euros), de acordo com fontes do Wall Street Journal.

Apesar de a empresa não ter na semana passada – aquando da revelação da operação – dado detalhes relativos à dimensão da oferta, nem qual a avaliação esperada, o intervalo para a avaliação deverá ficar abaixo dos 100 mil milhões de dólares antecipados anteriormente.

Ainda assim, a entrada em bolsa da tecnológica chinesa poderá ser a maior de uma empresa desta área este ano, indica a mesma fonte.

Há alguns dias, a companhia avançou com as metas para este ano. E indicou que quer vender 100 milhões de telefones este ano. No ano passado, a marca ficou-se pelos 70 milhões de smartphones vendidos, um valor abaixo das previsões de 90 milhões.

Fundada em 2010 e com Jun Lei como CEO, a Xiaomi tem vindo a chamar a atenção ao longo dos últimos anos. No último trimestre de 2017, a Xiaomi teve a quarta maior quota de mercado nas vendas de smartphones, no mercado global. Nesse período de tempo, a fabricante chinesa duplicou a sua quota de mercado, passado dos 3,3% para os 7,2%, impulsionada pelas vendas de smartphones na época natalícia, segundo dados da consultora IDC.

Além da China, a empresa tem conseguido resultados de sucesso em mercados como a Índia e a Rússia, com uma gama de produtos que vai desde os smartphones e wearables até gadgets para casas inteligentes ou drones. A Xiaomi prepara-se para apresentar o seu próximo smartphone topo de gama, o Xiaomi Mi 7, no dia 23 de maio. Como sempre, há vários rumores à volta de um novo flagship no mercado: fala-se num terminal com reconhecimento facial e um sensor de impressão digital colocado debaixo do ecrã do telefone.

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