Angola

Isabel dos Santos “preocupada” admite dificuldades de pagamentos

Isabel dos Santos diz-se alvo de vingança. Fotografia: Direitos Reservados
Isabel dos Santos diz-se alvo de vingança. Fotografia: Direitos Reservados

Isabel dos Santos já falou com o pai, que também se mostrou "preocupado". "O que ele me disse foi: a luta continua, muita coragem", contou.

Foi através da rede social Instagram que Isabel dos Santos voltou a reagir ao processo de arresto das suas contas bancárias e de nove empresas nas quais tem participações movido em dezembro pela justiça angolana. A empresária afirmou estar “preocupada” e admitiu que pode haver dificuldades nos pagamentos a fornecedores e colaboradores.

“Estou preocupada. Há pessoas que estão comigo há muito tempo. Penso nelas. São milhares as pessoas que trabalham comigo e que estão com o coração apertado”, lamentou a filha do antigo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, num direto que durou mais de 30 minutos através do Instagram e onde respondeu a dezenas de perguntas.

Um dos seus seguidores questionou-a sobre o real impacto do arresto e a empresária disse que não “pode fazer pagamentos”. “O dinheiro tem que ser usado para trabalhar. Temos que pagar salários e fornecedores”, explicou.

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Isabel dos Santos admitiu a possibilidade de haver empresas que tenham de fechar. “Há essa possibilidade sim. Estamos num momento de crise económica, e assim sendo, se as empresas não são acompanhadas muito de perto e não têm o apoio do acionista nem de quem as criou, seguramente o risco está sempre aí”.

Sobre o processo, Isabel dos Santos disse nada saber. “Fomos apanhados de surpresa. O fim de ano tem sido muito difícil”. A empresária adiantou “que o processo vai ter um impacto muito grande nas empresas e não estar próxima delas e poder acompanhar vai ser muito difícil”. Segundo defendeu, “há muita mentira dita por quem nos deveria proteger. Às vezes somos assim pequeninos”.

Isabel dos Santos confidenciou que já falou com o pai, que também se mostrou “preocupado” com a situação. “O que ele me disse foi: a luta continua, muita coragem”, contou.

Já no primeiro dia do ano, a empresária, de 46 anos, que detém participações em empresas portuguesas, como a Galp, Banco Bic e Efacec, reagiu através do Twitter às acusações. Recorde-se que no final de dezembro do ano passado, a empresária foi alvo de uma ordem de arresto preventivo das suas contas bancárias pessoais e de nove empresas.

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