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IT People. “Ser português abre portas na área das engenharias”

Fotografia: PAULO SPRANGER/Global Imagens
Fotografia: PAULO SPRANGER/Global Imagens

Empresa produz soluções de realidade aumentada e abriu já um escritório no Peru para melhor abordar a América Latina.

A IT People Innovation, empresa portuguesa especializada no desenvolvimento de projetos inovadores de realidade aumentada, nasceu já com o foco nos mercados internacionais. “À medida que fomos de-senvolvendo os nossos produtos já os criámos com vocação global”, destaca Eduardo Vieitas, CEO da empresa que, em janeiro de 2019, comemora dez anos no ativo.

E não se pense que nesta área do software Portugal parte em desvantagem. Pelo contrário: “Temos uma excelente notoriedade internacional, porque somos reconhecidos como um dos países que fabricam melhores engenheiros a nível mundial, e isso abre-nos portas”, garante o empresário. E os vários prémios que a IT People tem vencido – no ano passado foi eleita parceiro do ano da Microsoft Portugal – também ajudam.

Para já, o mercado interno ainda tem “muito peso” no volume de faturação da IT People Innovation, mas Eduardo Vieitas prevê que 2018 “já revele resultados interessantes” na América Latina, devido à abertura de um escritório da empresa no Peru. “Na nossa área de atuação há muitas barreiras e muita resistência se não estivermos no local, próximos dos clientes”, explica.

Mas os produtos da empresa são já vendidos em países como Espanha, Inglaterra, Dinamarca, Brasil, Peru e Suíça. Porquê o Peru e não outro país qualquer da América Latina? “Tem tudo que ver com o parceiro local. Estudámos, em simultâneo, o Chile e o Panamá, mas acreditamos que o nosso parceiro no Peru é o que nos dá maior segurança e confiança”, frisa o gestor.

Às empresas que ainda estão a ponderar qual a melhor estratégia de abordagem à internacionalização, Eduardo Vieitas recomenda que “não disparem em todas as direções”, escolhendo criteriosamente os mercados que “melhor valorizem” os seus produtos e, claro, que saibam gerir as expectativas.

“A grande falha de muitas empresas é que fazem uma primeira reunião com potenciais clientes e, depois, voltam para Portugal e esquecem-se de dar continuidade ao trabalho à distância, fazendo o follow up do mercado”, diz. O que implica, também, uma melhor gestão do esforço financeiro.

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