Automóvel

Itália quer liderar vendas de carros elétricos com mega pacote de ajudas

Itália é o país com a quota de mercado mais baixa de veículos elétricos. (REUTERS/Denis Balibouse)
Itália é o país com a quota de mercado mais baixa de veículos elétricos. (REUTERS/Denis Balibouse)

O país onde nasceu o grupo Fiat quer colocar um milhão de carros elétricos nas ruas até 2022. Incentivos podem chegar a 8,6 mil milhões de euros.

A Itália quer sair da cauda do mercado de carros elétricos na Europa e está disposta a gastar muito dinheiro para isso. O Governo de coligação entre a Liga do Norte e o Movimento Cinco Estrelas está a preparar um pacote de incentivos para a aquisição destes automóveis que poderá custar até 10 mil milhões de dólares (8,6 mil milhões de euros).

O país onde nasceu o grupo Fiat quer colocar um milhão de carros elétricos nas ruas até 2022. Não diz, no entanto, se esta meta também pode incluir automóveis híbridos, adianta esta segunda-feira a Bloomberg. Esta medida está prevista no programa de Governo, que refere a “redução dos carros a gasóleo e gasolina” e a “introdução de incentivos para apoiar a compra de carros elétricos e híbridos”.

A concretização deste plano poderá levar Itália à liderança do mercado de carros elétricos nos próximos anos. Atualmente, o país tem a quota mais baixa de venda deste tipo de veículos: 0,199%, segundo os dados de 2017 da ACEA, associação europeia que representa as marcas automóveis. A quota de mercado de Portugal é de 2,397%, segundo a mesma fonte, que inclui nestes dados as vendas de veículos híbridos.

Leia aqui: Vendas de carros a gasóleo caem 7,7% num ano

O Governo italiano, se quiser alcançar esta meta, terá de contar com a ajuda de algumas das maiores empresas nacionais, como a ENEL e o grupo Fiat.

A elétrica ENEL prevê investir entre 100 e 300 milhões de euros para instalar 14 mil postos de carregamento em todo o país até 2022. Meta desafiante, segundo a empresa: “desenvolver uma rede pública é muito mais complicado do que estávamos à espera. Sem orientações e uma visão claras do Governo, iremos ficar numa jaula”, assume Francesco Venturini, o líder da unidade de negócio dedicada aos carros elétricos.

O investimento de nove mil milhões de euros em carros elétricos do grupo Fiat, até 2022, também poderá ajudar a cumprir as metas do Governo italiano.

A legislação das emissões poderá dar também uma ajuda suplementar: os carros a gasóleo não poderão circular no centro de Roma a partir de 2024 e a cidade de Milão também já está a preparar um plano semelhante. Resta saber se o plano do Governo terá a adesão popular necessária para ter sucesso.

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