Jerónimo Martins com lucros de 186 milhões de euros até junho

A dona dos supermercados Pingo Doce, no relatório com os números do primeiro semestre, indica que aumentou "o número de contratos efetivos dos colaboradores do grupo" para 70%.

Os lucros da Jerónimo Martins - retalhista que em Portugal detém os supermercados Pingo Doce e a marca Recheio - subiram 78,9% para 186 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, segundo a informação enviada à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Nos primeiros seis meses de 2020, o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos registou um resultado líquido de 104 milhões de euros.

As vendas do grupo (que detém além do Pingo Doce e Recheio marcas como a polaca Biedronka e a Hebe e como a colombiana Ara) aumentaram 6,3% para 9,9 mil milhões de euros. "O sólido desempenho das vendas foi a tónica transversal a todas as insígnias, levando o EBTIDA consolidado a crescer 12,6% (+15,5% excl. FX). O valor de EBITDA incluiu custos relacionados com a Covid-19 de 10 milhões de euros (29 milhões de euros no 1S 20)", pode ler-se no comunicado enviado ao regulador

A Jerónimo Martins detalha que na Polónia, as vendas da Biedronka, em euros atingiram 7 mil milhões, mais 6,8% que nos primeiros seis meses do ano passado. Olhando apenas para o segundo trimestre, as vendas em euros foram de 3,6 mil milhões, 9,8% acima do segundo trimestre de 2020. Ainda neste país, a Hebe - especializada em saúde e beleza - registou vendas no valor de 123 milhões de euros, mais 7,3% que em igual período de 2020.

Na Colômbia, as vendas semestrais alcançaram a fasquia dos 473 milhões de euros, mais quase 12% que de janeiro a junho do ano passado. No segundo trimestre, as vendas foram de 66 milhões de euros, 30,4% acima do período homólogo de 2020.

Em Portugal, as vendas do Pingo Doce alcançaram os 1,9 mil milhões de euros no semestre, um valor 4,6% acima dos primeiros seis meses do ano passado. No primeiro semestre deste ano, "o Pingo Doce abriu três novas lojas e renovou sete localizações", frisa. Entre abril e junho, as vendas atingiram 993 milhões de euros, um crescimento de 10,1% face ao segundo trimestre de 2020.

Já as vendas do Recheio foram de 398 milhões de euros, em linha com o registado de janeiro a junho de 2020. No segundo trimestre, ascenderam a 224 milhões de euros, mais 21,1% que no trimestre homólogo.

O investimento do grupo Jerónimo Martins (capex) ascendeu a 200 milhões de euros, "60% dos quais alocados à Biedronka". Até junho, e de acordo com o plano de investimento traçado, a Jerónimo Martins abriu 53 lojas (39 adições líquidas) Biedronka e remodelou 153 localizações.

No documento enviado ao regulador, a empresa indica ainda que "comprometidos com as nossas equipas, aumentámos o número de contratos efetivos dos colaboradores do grupo (+6p.p.) para 70%".

Pedro Soares dos Santos, CEO da Jerónimo Martins, diz que: "O nosso desempenho nestes primeiros seis meses mostra a força e competitividade dos nossos modelos de negócio em todos os países onde temos operações. A Biedronka continuou a garantir a preferência dos consumidores, mostrando que consegue manter o momentum e criar oportunidades comerciais diferenciadoras quer nos momentos difíceis - como os vividos no início deste ano quando uma nova vaga de infeções por Covid-19 atingiu a Polónia - quer nos mais positivos, como no segundo trimestre deste ano".

No caso do mercado nacional, diz, tanto o Pingo Doce como o Recheio "trabalharam arduamente para recuperar as vendas e o EBITDA, conseguindo limitar os efeitos negativos dos contínuos constrangimentos que continuam a afectar o desempenho".

"Num contexto operacional que se manteve difícil no 2T, a Ara conseguiu entregar um sólido desempenho de vendas e EBITDA, melhorando o seu posicionamento no mercado colombiano, e confirmando a sua capacidade de capturar o potencial que identificamos na Colômbia. Crescer de forma rentável aproveitando as oportunidades de cada mercado manter-se-á a nossa principal prioridade, enquanto asseguramos a protecção das nossas pessoas e dos nossos clientes, a colaboração com os nossos fornecedores e o apoio às comunidades que servimos", remata.

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