Distribuição

Jerónimo Martins dá dividendo de 26,5 cêntimos por ação

Dona do Pingo Doce vai distribuir 166,535 milhões de euros de dividendos

O lucro da Jerónimo Martins subiu 10,5% no ano passado, face a 2014, para 333,3 milhões de euros, sendo que a empresa decidiu propor à Assembleia Geral a distribuição de 166,535 milhões de euros aos acionistas, o que corresponde a um dividendo de 26,5 cêntimos por ação.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a dona da cadeia de supermercados Pingo Doce justifica o pagamento deste dividendo com “o excelente desempenho do cash flow registado no final de 2015″ e garante que o mesmo “não compromete os planos de investimento do grupo nem a sua flexibilidade financeira”.

Recorde-se que a Jerónimo Martins atribuiu, o ano passado, um dividendo extraordinário de 37,5 cêntimos por ação, valor que englobava já o dividendo ordinário do exercício.

No comunicado, a Jerónimo Martins dá conta dos resultados do grupo em 2015 e que estão em linha com os dados preliminares anteriormente avançados. Assim, as vendas consolidadas subiram 8,3% para 13,728 mil milhões e o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) aumentou 9,1% para 799,6 milhões de euros.

“2015 foi um bom ano para todas as nossas insígnias, que lutaram por aumentos de vendas e de quotas de mercado, em linha com as principais prioridades definidas para o ano. Melhorar a oferta da Biedronka e reforçar a orientação para o consumidor na abordagem às oportunidades foram objetivos definidos como estratégicos e que cumprimos, como os resultados permitem confirmar”, é a mensagem que Pedro Soares dos Santos, presidente do conselho de administração, deixa aos acionistas.

Apesar da deflação alimentar registada na Polónia, o crescimento comparável das vendas foi de 3,2% o que, conjugado com o programa de expansão de lojas, permitiu um crescimento de 9,2% nas vendas da Biedronka para 9,206 mil milhões de euros.

Sobre o Pingo Doce e o Recheio, este responsável destaca o desempenho de vendas “extremamente robusto”, que permitiu reforçar quotas de mercado num contexto “ainda difícil” para as famílias portuguesas. As vendas totais da Pingo Doce cresceram 5,4% para 3,407 mil milhões de euros e as do Recheio aumentaram 4,1% e atingiram 832,2 milhões.

Por fim, na Colômbia, a Ara “continua a executar consistentemente o plano e a construir capacidade para expandir a escala da operação, ao mesmo tempo que reforça o seu conhecimento das necessidades, hábitos e preferências dos consumidores”, destaca Pedro Soares dos Santos. As vendas da Ara foram de 122,5 milhões de euros.

Quanto ao atual exercício, o responsável do grupo garante: “Iniciámos 2016 confiantes na força dos nossos modelos de negócio para continuarem a apresentar desempenhos acima dos do mercado num contexto que ainda não melhorou de forma consistente e que exigirá sempre de nós um foco reforçado no consumidor e nas oportunidades de fazer a diferença”.

O grupo assume-se “focado no crescimento de vendas” e adianta que, para tal, a Jerónimo Martins deverá investir, este ano, entre 550 e 650 milhões de euros. A cadeia polaca Biedronka absorverá 45% deste valor.

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