Jerónimo Martins vai abrir fábrica de massas frescas em Valongo

"Vamos abrir aqui a fábrica de massas frescas", anunciou Pedro Soares dos Santos, CEO do grupo Jerónimo Martins, no dia em que o dono do Pingo Doce e do Recheio abre o maior centro de logística do grupo em Alfena, num investimento de 75 milhões de euros.

António Costa, primeiro-ministro, classificou esta aposta da Jerónimo Martins como "sinal de confiança no país e na nossa economia". Já José Manuel Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Valongo, comentou que a região "vai receber mais investimentos". "Somos uma terra de padeiros", concluiu.

O montante de investimento no novo projeto do grupo de distribuição não foi anunciado, mas a fábrica poderá abastecer cerca de 100 lojas Pingo Doce e Recheio, à semelhança da unidade da Azambuja, que criou 60 postos de trabalho. Não foi também revelada data para o arranque das obras daquela que será a segunda fábrica de massas frescas da Jerónimo Martins.

Em Alfena, o centro logístico recém-inaugurado, de 100 mil metros quadrados, tem capacidade para 450 postos de trabalho diretos e 300 indiretos. Este centro, o maior do grupo, vai servir cerca de 200 lojas Pingo Doce e Recheio.

Em cinco anos, entre 2012 e 2016, o grupo investiu 550 milhões de euros só em Portugal, frisou Pedro Soares dos Santos, lembrando que apesar de ter presença no mercado externo na Polónia e Colômbia, o grupo "mantém o centro de decisão em Portugal". "Foi Portugal que nos ajudou a crescer", reforçou.

"Vamos continuar a investir . Só aqui foram 75 milhões de euros, com 400 postos de trabalho diretos", frisou Alexandre Soares dos Santos, presidente da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, maior acionista do grupo.

"A minha família não vende, a minha família está em Portugal, queremos crescer, mas crescer no mundo", disse Alexandre Soares dos Santos. "Vamos expandir nos próximos dois, três anos para outros lugares", garante, sem adiantar as geografias.

Frisando a ambição multinacional da empresa Alexandre Soares dos Santos criticou quem critica os salários mais elevados nas companhias. "Não são salários da Rua Augusta ou da Rua do Ouro, são salários do mundo", disse, para "conquistar os melhores" profissionais.

O gestor discursava tendo como pano de fundo o som dos protestos de cerca de uma dezena de representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP). O sindicato já tinha protestado na terça-feira junto ao Pingo Doce de Espinho contra a discriminação salarial e regional quando prestam serviços fora dos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de