Distribuição

Lucros da Jerónimo Martins sobem 78% para de 593 milhões

Pedro Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins. Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens
Pedro Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins. Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens

Excluindo o impacto de Monterroi, os lucros dos donos do Pingo Doce e da Biedronka teriam-se cifrado nos 361 milhões

A Jerónimo Martins fechou o ano passado com 593 milhões de euros de lucrosa atribuíveis ao grupo, uma subida de 78% face ao ano anterior, impulsionado pelo impacto de venda da Monterroio. Numa base comparável, excluindo este impacto de 311 milhões de euros, os resultados líquidos atribuíveis ao grupo cifram-se em 361 milhões de euros, um crescimento de 14,5% face ao ano anterior, informou o grupo dono do Pingo Doce e da Biedronka.

O ano passado o grupo gerou vendas de 14,6 mil milhões de euros (+ 6,5%). O EBITDA do grupo fixou-se nos 862 milhões de euros (+7,8%).

Briedronka fecha o ano com mais 55 lojas

A Polónia, onde o grupo detém a Biedronka, o grupo realizou vendas de 9.781 milhões de euros, mais 6,3%. Com o EBITDA a fixar-se nos 707 milhões de euros (+10,3%). Neste mercado, a cadeia terminou o ano com 2.722 lojas, mais 55 do que em 2015.

A Hebe fechou o ano com vendas de 122 milhões de euros (+22,2%), com 153 lojas, mais 19 do que no ano anterior.

Portugal: Pingo Doce e Recheio aumentam vendas

Em Portugal, onde a inflação alimentar foi de 0,5%, o sector de retalho alimentar manteve-se “extremamente competitivo, com as promoções a desempenharem um papel determinante”, destaca o grupo. No Pingo Doce, excluindo o combustível, o crescimento Like for Like (LFL) foi de 1,2%, com as vendas totais a atingirem 3.558 milhões de euros, uma subida de 4,4% face ao ano anterior.

No Pingo Doce gerou um EBITDA de 192 milhões de euros, mais 2%. Mas a margem desceu 0,1 pontos percentuais, para 5,4%, “explicável pela intensa dinâmica promocional e pelo investimento na experiência de compra”.

No Recheio o grupo viu as vendas subirem 5,9%, par 878 milhões de euros, beneficiando da melhora do canal HORECA (Hotéis, restaurantes e cafés). O crescimento LFL foi de 5%. O EBITDA da insígnia atingiu 47 milhões de euros, mais 7,4%, com a margem a subir 0,1 pp.

Colômbia: Ara chega a 221 lojas

Na Colômbia o grupo fechou o ano com 221 lojas Ara em três regiões do país. A cadeia atingiu vendas de 236 milhões de euros, tendo “mais do que duplicado” as vendas em moeda local face ao ano anterior.

“A Ara e a Hebe registaram, em conjunto, perdas de 62 milhões de euros, ao nível do EBITDA, tendo a Ara sido responsável por 76% do total”, informa o grupo.

“O crescimento das perdas na Ara foi, essencialmente, consequência da decisão tomada pela companhia de fortalecer a sua estrutura organizacional para preparar a aceleração do crescimento”, justifica o grupo.

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