Distribuição

JM. Novo centro de distribuição da Biedronka abre no terceiro trimestre

A Biedronka é a cadeia de supermercados polacos detida pela Jerónimo Martins (DR)
A Biedronka é a cadeia de supermercados polacos detida pela Jerónimo Martins (DR)

Novo centro de distribuição faz parte dos planos de expansão da Jerónimo Martins na Polónia, mercado onde prevê investir este ano 400 milhões.

Terceiro trimestre é a data apontada pela Jerónimo Martins para a abertura do novo centro de distribuição da Biedronka na Polónia, adiantou porta-voz do grupo dono do Pingo Doce. É o 16º centro de distribuição do grupo da família Soares dos Santos a abrir neste mercado da Europa do Leste.

Com cerca de 28 mil m2, e localizado na região ocidental do país, quando estiver em pleno funcionamento o centro irá criar perto de 250 postos de trabalho. É uma das apostas do grupo de distribuição português para 2017, ano em que tem previsto um investimento global de 700 milhões de euros, dos quais 400 milhões na Polónia tanto na abertura de novas lojas Biedronka, como da cadeia de bem-estar e beleza Hebe. Polónia é, de resto, o país com maior peso nos resultados do grupo ao nível, representava o ano passado 66,9%, dos 14,6 mil milhões de receitas gerados em Portugal, Polónia e Colômbia.

Na Polónia, este ano o grupo quer abrir 100 novas lojas Briedronka, destas 11 já abriram no primeiro trimestre. A cadeia de distribuição gerou 2.527 milhões de euros de receitas até março, tendo sido responsável por 68,7% das vendas totais do grupo Jerónimo Martins, segundo o relatório e contas da companhia.

Grupo investe 10 milhões na cadeia Hebe

Dos 400 milhões previstos este ano, o grupo deverá investir cerca de 10 milhões na cadeia Hebe, uma subida face aos 6 milhões aplicados o ano passado, adiantou Sacha Djokic, CEO da Hebe num encontro com jornalistas.

Desse montante “99% será aplicado na abertura de novas lojas”, diz. Cerca de 20% desse valor foi já aplicado no primeiro trimestre, período em que abriram sete novas lojas. Este ano o objetivo é abrir cerca de 30 novos espaços em zonas de elevado tráfego, como centros comerciais ou retail centers. É nestes últimos que se concentra a maioria das 161 lojas Hebe (70%), com os restantes 30% em lojas de rua.

Com apenas seis anos de existência, a Hebe concorre na Polónia com a cadeia Rossman, gigante com mais de mil lojas drogarias, mas com um sortido de oferta distinto. Enquanto, a Hebe se foca no negócio de bem-estar e beleza, a concorrente tem uma gama de oferta que se estende, por exemplo, a pet food.

A ambição é liderar no segmento de bem-estar e beleza, sendo que neste momento, a Hebe deverá estar “na terceira posição, prestes a atingir a segunda”.

Até março, a Hebe gerou 36 milhões de euros de receita, um crescimento de 34% face aos primeiros três meses do ano passado. No primeiro trimestre, a cadeia, em que 15% das marcas vendidas são exclusivas (para um total de 13 mil referências), lançou a sua primeira linha de marca própria (acessórios de maquilhagem). Sacha Djokic admite expandir gama de oferta a outras categorias, mas sem precisar quais.

“Neste momento estamos a consolidar na Polónia. Uma possível internacionalização cabe à administração do grupo decidir”, diz o CEO da Hebe.

Em Portugal, a Sonae, dona do Continente, maior concorrente da Jerónimo Martins, já opera neste segmento com uma cadeia própria, a Well’s.

 

*Em Varsóvia. Jornalista viajou a convite da empresa

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