Investimento

Jofebar quer continuar a inovar 30 anos depois

Tavares Nunes, CEO da Jofebar
Tavares Nunes, CEO da Jofebar

A completar três décadas, a Jofebar, especialista em vidros panorâmicos quer continuar a responder aos desafios arquitetónicos com novas soluções

As tendências arquitectónicas têm vindo a mudar, especialmente no que diz respeito a envidraçados, cada vez de maiores dimensões e a exigirem tecnologia de ponta para responder não só aos desafios dos arquitetos como às exigências de quem adquire as casas.

É com este lema, “inovar, racionalizar custos de produção e aumentar a capacidade de produção”, que a Jofebar, uma empresa 100% portuguesa, com sede em Matosinhos,  líder na produção de soluções de janelas panorâmicas, celebra o seu 30º aniversário com a ampliação da sua unidade fabril.

A ampliação da unidade fabril implica um investimento de dois milhões de euros, e tem por objetivo “a complementação da área de transformação dos sistemas e da produção de vidro o que se traduz no aumento da capacidade de produção e em novos postos de trabalho”, refere o CEO da empresa Tavares Nunes.

“Era fundamental fazer esta ampliação para nos mantermos fortes no mercado interno e especialmente externo. Desta forma vamos conseguir aumentar a capacidade de produção, racionalizar custos e consolidar a produção nas dimensões máximas do vidro na Europa”.

Isto porque, sublinha Tavares Nunes, “as encomendas revelam uma tendência, cada vez mais forte, para o aumento das dimensões dos envidraçados, e queremos ser capazes de responder a estes desafios, como um que instalamos há pouco em Inglaterra, cujo vidro tinha 8,3 metros de altura e pesava três toneladas”.

A empresa conta atualmente com 250 trabalhadores, “e temos já em formação 20 novos colaboradores, mas poderão chegar aos 25. Os nossos novos trabalhadores passam por uma fase de formação de três meses na empresa, por forma a estarem aptos a cumprirem as exigências próprias do trabalho”, frisa o CEO da Jofebar.

Quanto às obras na unidade de produção, “deverá estar concluída em abril, porque surgiram alguns atrasos no PDM da zona industrial onde temos a fábrica”, acrescentou.

E empresa fechou o ano passado com uma faturação de 30 milhões de euros associada ao sistema de janelas PanoramAH. No primeiro trimestre deste ano já registava um crescimento de 15% face ao ano anterior e o responsável da Jofebar admite que o crescimento do ano “rondará os 17 a 18% face a 2014”.

A PanoramAH é a marca produzida e vendida pela Jofebar em mais de 30 países. Sendo que vende 20% no mercado nacional e 80% no internacional.Em África (Angola, Marrocos e Senegal), em vários países nas Caraíbas, no Médio Oriente, na América do Sul (Brasil e Chile), no Extremo Oriente (Coreia do Sul e Japão), na Índia, no Sudoeste Asiático (Indonésia e Singapura) e na Oceânia (Austrália e Nova Zelândia).

“Os nossos principais mercados são o mercado Ibérico, a Europa francofona e o Brasil. Estamos a tentar entrar no Dubai e Extremo Oriente, mas não de uma forma reativa, ou seja como resposta a encomendas, mas de forma ativa, estabelecendo uma parceria com o nosso cliente na Índia”.

Para Tavares Nunes, “não é o preço que diferencia o seu produto dos concorrentes, já foi, mas agora conseguimos apresentar preços médios a nível europeu, o que diferencia é que temos grandes soluções e com valor estético, com performances ao nível dos melhores do mundo”.

Por outro lado, “e muito importante, temos uma empresa com disponibilidade para os mais diversos desafios têcnicos que nos são colocados por grandes arquitetos, como Siza Vieira ou Souto Moura, entre outros”.

Por exemplo, “estamos agora a trabalhar na monotorização da janela, com comandos a aprtor da net ou do telemóvel, porque dadas as atuais dimensões as janelas têm que ser controladas por comando”.

Tavares Nunes adianta que o sucesso da empresa passa pelo fato de “não estar só focada no lucro monetário, mas envolver todos os colaboradores no lucro da auto-realização”.

 

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