Jorge Jesus ouvido na Operação Furacão

Jorge Jesus foi arrastado para a “Operação Furacão”. O treinador foi notificado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) para prestar declarações como arguido num dos processos da operação centrada em crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais.

De acordo com a edição de hoje do Diário de Notícias, o envolvimento de Jesus no caso acontecerá “por arrasto”, uma vez que o técnico não será o alvo da investigação mas sim o Vitória de Setúbal, clube que chegou a orientar entre 2000 e 2002.

As suspeitas também poderão atingir a Planfin, uma empresa do antigo grupo BPN, que se dedicada ao planeamento fiscal. Ao que o DN apurou, o Vitória de Setúbal terá sido um dos clientes da Planfin. E o interesse dos investigadores estará nos contratos celebrados entre 1999 e 2002.

Também a Lusa confirma hoje que o treinador foi notificado pelo Ministério Público para prestar declarações
sobre as relações entre o Vitória de Setúbal e o BPN. A agência apurou ainda, junto de
fonte próxima da investigação, que outros técnicos de futebol vão
igualmente prestar declarações no MP, em Lisboa, sobre este
processo.

Contactados pela Lusa, os treinadores de futebol Carlos Azenha e Luís
Campos – ambos antigos responsáveis técnicos do Vitória de Setúbal, tendo
o primeiro sido adjunto de Jesus na altura – negaram terem
sido alvo de qualquer notificação por parte do Ministério Público.

As primeiras buscas da “Operação
Furacão” foram feitas em 2005 e levaram à constituição de mais de
500 arguidos, por suspeita de colocarem no estrangeiro vários
milhões de euros, através da utilização de serviços bancários e
de outras instituições financeiras, recorrendo a faturação falsa.

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