Jorge Monteiro: “É preciso trabalhar para que o consumidor queira comprar vinho português”

Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal
Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal

O presidente da ViniPortugal diz que, felizmente, já não surpreende os especialistas quando um vinho português ganha uma medalha. No entanto, defende, é preciso continuar a trabalhar na promoção, sobretudo nos mercados estratégicos, para que os consumidores também tenham uma boa imagem dos nossos vinhos e sintam apetência para os comprar.


Que balanço faz do
destaque que o vinho português está a ter, tendo em conta as
medalhas e referências em artigos de prestigio?

O reconhecimento de Portugal como País
produtor de excelentes vinhos está em crescendo e isso nota-se na
forma consistente como as nossas exportações tem evoluído. Junto
dos especialistas (jornalistas, sommeliers, compradores) temos uma
imagem muito positiva e os prémios e medalhas que têm sido
atribuídos refletem esse reconhecimento. Quando Portugal recebe um
grande prémio já não surpreende. Mas temos
um enorme trabalho pela frente, pois é preciso que o consumidor
também tenha uma boa imagem dos nossos vinhos e sinta apetência
para os comprar. É um trabalho que exige esforço e tempo, mas
havemos de lá chegar.

Quais as principais ações de promoção
do vinho português previstas para o 2.º semestre do
ano?

Teremos um vasto
conjunto de ações nos principais mercados de que salientaria a
Prova de São Paulo, já no próximo dia 26 de Agosto, seguida de um
road show que passará por Florianópolis, Curitiba, Ribeirão Preto
e Victória do Espírito Santo. Em outubro teremos, no dia, 7 a Prova
de Tóquio e, a 13, a Prova Anual de Oslo. A 20 e 22, as Provas de
Boston e Nova York, nos EUA, e de 23 a 25 a Prova de Luanda, seguida
de um road show, que passará por Lubango, Benguela/Lobito e Huambo.
Ainda neste mês estaremos em Bruxelas, no MEGAVINO, feira de vinhos
em que Portugal é o País convidado deste ano. Em novembro, entre 12 e 14, estaremos
presentes na Feira Prowine, que terá lugar em Xangai e onde
esperamos ter connosco mais de 30 produtores.


Qual o investimento
previsto?

Nestas ações o investimento é de 920
mil euros. Obviamente, aquelas são as ações
que envolvem diretamente os agentes económicos, sendo certo que
irão ter lugar outras ações no âmbito da formação e educação
de profissionais sobre os Vinhos de Portugal, promoção
na restauração e em pontos de venda, estas últimas nos EUA; bem
como a organização de visitas inversas de profissionais de alguns
dos mercados estratégicos, além de ações de relações
Públicas. Estas ações de menor visibilidade representam um
investimento de 570 mil euros. No total estamos a falar de um
investimento para o último trimestre de 2014 na ordem dos 1.490 mil
euros.


Qual a região alvo
de maior promoção nos mercados externos?

Em termos de mercados é difícil
responder, pois como se pode ver o Brasil, os EUA e Angola vão ter,
por igual, ações de grande visibilidade. Individualmente será a
presença na Prowine que representa o maior investimento (quase 200
mil euros). De notar que há também pequenas ações previstas para
a Alemanha, Suécia (onde decorre um programa de formação com 25
ações em clubes de vinho), Canadá, sendo certo que as ações mais
importantes tiveram lugar no 1.º semestre.

Em termos de regiões…

Não temos uma
leitura clara pois não é seguro afirmar que a mais dinâmica seja a
que tem maior número de empresas presentes. Podemos porém afirmar
que as maiores regiões, Douro e Alentejo, são as que mais
participam, logo seguida dos Vinhos Verdes. Mas mesmo regiões mais
pequenas têm apresentado um dinamismo muito interessante, como por
exemplo o Dão, a Bairrada ou Lisboa.

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