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Jornal iraniano diz que Teerão proibiu moedas virtuais

Fotografia: REUTERS/Dado Ruvic
Fotografia: REUTERS/Dado Ruvic

Esta medida está a ser encarada pelos observadores como uma forma do Banco Central do país conseguir controlar o mercado de câmbio.

Um jornal iraniano anunciou hoje que o Banco Central do Irão proibiu oficialmente o uso de moedas virtuais em transações financeiras para prevenir crimes como lavagem de dinheiro e terrorismo.

Esta medida está a ser encarada pelos observadores como uma forma do Banco Central do país conseguir controlar o mercado de câmbio, depois de, no início do mês, a moeda iraniana (rial) ter atingido o valor mais baixo de sempre.

Segundo o diário Donya-e Eqtesad, a proibição aplica-se a “todos os centros monetários e financeiros do país”, incluindo bancos, institutos financeiros e agências de câmbio.

Apesar das moedas virtuais, como a ‘bitcoin’, nunca terem sido autorizadas no Irão, estavam disponíveis em mercados paralelos.

As criptomoedas são criadas e trocadas independentemente de bancos ou de governos. As transações são normalmente anónimas, mas a moeda pode ser convertida em dinheiro vivo quando depositada em contas, a preços estabelecidos nas trocas ‘online’.

Uma ‘bitcoin’, a moeda virtual mais conhecida do mundo, acumulou uma valorização de mais de 1.000% no ano de 2017, chegando em meados de dezembro passado a quase 20 mil dólares (16,4 mil euros). Desde então, esta moeda virtual tem registado quedas progressivas.

A volatilidade com a ‘bitcoin’ é seis vezes mais elevada do que a do índice bolsista S&P 500 e 13 vezes superior à do ouro.

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