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José Theotónio. “Para o turismo, a descida do IVA é melhor do que a descida do IRC”

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Foi no turismo que fez carreira. Em 1995, foi administrador do Fundo de Turismo e em 2000 entra para os quadros do Grupo Pestana. Quinze anos depois, José Theotónio assume a presidência da nova Comissão Executiva do grupo, criada há dois meses.

O Grupo Pestana é a maior cadeia hoteleira portuguesa, com 86 hotéis em 16 países. O sector do turismo tem sido apresentado pelo governo como um sucesso, com recordes consecutivos e taxas de crescimento de dois dígitos. Está no terreno todos os dias, subscreve este diagnóstico?

Como costumo dizer, os ventos da procura turística começaram a voltar–se novamente para o Mediterrâneo ocidental, e isso inclui os destinos portugueses. Mas 2007 e 2008 foram os grandes anos do turismo, nós estamos em 2015 e ainda não atingimos esses tais grandes anos. Houve uma forte baixa em 2009 e 2010, anos em que os tais ventos da procura turística foram para o Mediterrâneo oriental, para países como a Turquia, a Tunísia, o Egito, etc. Mas não há dúvida de que agora a procura tem vindo a subir e nós temos sabido aproveitar esses bons ventos.

Recupera-se o terreno perdido durante a crise.

É. O sector cresceu sustentadamente nos últimos 20 anos. Como todos os países sabem, é um sector em que vale a pena apostar, porque cria emprego, é exportador, mas os impostos, nomeadamente o IVA, são pagos no próprio país. Vários países fizeram apostas fortes, levaram uma parte dos nossos clientes e agora nós estamos a retomá-los. Mas temos de saber captá–los, guardá-los e satisfazê-los, para que eles repitam.

Alguns críticos dizem que o crescimento real não é tão grande e que os números podem ser justificados, em grande medida, pela alteração ao regime jurídico dos empreendimentos turísticos, que passou a regular o alojamento local. Concorda?

Posso falar-lhe do nosso caso. Crescimento à volta de 10%, 11%, em termos de turismo nacional, foi o que tivemos no ano passado. Em 2014, tivemos um crescimento, em Portugal, à volta de 12%. E este ano, até abril, o nível de crescimento também foi mais ou menos o mesmo – dois dígitos – e nós não temos alojamento particular.

Estão a sentir a concorrência do alojamento local?

Não. No turismo, toda a gente sente estas novas formas de alojamento. São inevitáveis e temos de saber viver com elas. Dantes vivíamos só com a hotelaria tradicional, depois vieram os boutique hotéis, a seguir os hostels, depois os all inclusive. O sector é muito dinâmico, a procura também é dinâmica e exigente, procura novos formatos, tem novas motivações.

Não se sentiram prejudicados? Se fosse possível acabar com o alojamento particular, se fosse possível, numa dinâmica de mercado, concentrar tudo na hotelaria, ficava muito contente. Só que isto é a dinâmica de mercado. Ou seja, se o alojamento particular não fosse legalizado, provavelmente iria ser muito pior, porque aí até alguns requisitos que agora lhe são impostos deixariam de o ser. O que acho é que tem de haver uma aproximação entre os requisitos feitos ao alojamento local e à hotelaria tradicional, ao nível da segurança e de outras áreas. Mas o que tem de ser feito, se calhar, é aliviar um pouco mais os requisitos para a hotelaria tradicional. Muitos são imposições que não trazem qualquer valor acrescentado ao cliente.

O governo diz que foi feito um esforço na liberalização e eliminação de barreiras. Há muito por fazer?

Uma das grandes vantagens desta secretaria de Estado tem sido no sentido de tentar interferir o menos possível. Um dos problemas deste sector é que há muita gente a querer fazer muita coisa, e quando isso acontece resulta em mais imposições e barreiras à atividade. O número de entidades que têm de dar parecer, o número de certificações que é necessário ter, seja ao nível do alojamento seja ao nível do restauração, é enormérrimo. E cada vez que alguém se lembra de fazer coisas, é para pôr mais uma certificação, mais uma barreira. Pelo menos não tem havido novas barreiras, o que já não é mau. E houve alguma simplificação de processos.

Em dez anos, o número de empreendimentos duplicou em Portugal. Segundo a Deloitte, nasceram 772 novas unidades hoteleiras em Portugal. Só este ano está prevista a construção de mais 53 hotéis, metade deles em Lisboa. Faz sentido este crescimento explosivo?

O aumento de procura justifica esta oferta? Isto são fenómenos que existem. Em turismo, principalmente na hotelaria, temos um problema: fazer um hotel demora no mínimo dois, três anos. E era bom que só demorasse isso. No Pestana Palace demorámos dez até termos as autorizações e as aprovações todas. Portanto, muito do esforço dos empresários responde a fluxos de procura que depois na altura da abertura dos hotéis podem não coincidir. Também acontece o contrário. Há um desfasamento entre oferta e procura e isso faz que em determinadas alturas possa haver excesso de oferta.

Comporta riscos no futuro?

Este sector tem grande dinamismo, tanto na procura como na oferta e, portanto, muitos destes novos hotéis e destas novas unidades vêm complementar a oferta existente. São hotéis com outro tipo de conceito, muitos ao nível dos hostels, que Lisboa não tinha. Estas unidades complementam a procura que existe e criam uma nova atratividade. As novas unidades não são, necessariamente, predadoras das antigas, têm a sua própria dinâmica e criam a sua procura.

Será possível construir muito mais em Lisboa e no Algarve?

Acho que é possível construir, não sei se muito, isso o mercado determinará. Mas é possível construir formatos de oferta diferentes e com conceitos diferentes, porque respondem às novas tendências da procura. Mais, se não tivermos esses novos formatos, parte dessa procura que cresce irá para outros destinos.

Que formatos é que têm espaço para crescer, por exemplo, em Lisboa?

Boutique hotéis, hotéis mais contemporâneos, não tão tradicionais. Podemos pensar que há um aumento exponencial de quartos, mas fazer um hotel de 600 quartos corresponde a fazer dez ou 12 unidades destas. Se calhar, um hotel com mais de 600 quartos é mais prejudicial, em termos da concorrência, e traz menos procura do que fazer algumas destas unidades, que têm um carácter completamente diferente.

A chegada maciça de turistas acarreta também desafios para cidades como Lisboa. Há capacidade para absorver todo este turismo? Quais são os desafios para a cidade?

O turismo, sendo um sector exportador, que é consumido por estrangeiros, tem duas grandes vantagens: primeiro, tem as receitas dos impostos – IVA e IRC – feitas em Portugal; segundo, é uma atividade com uma carga poluidora muito menor do que, por exemplo, a indústria. É muito mais saudável crescer através do turismo do que crescer através de sectores pesados, como a indústria.

Mas não há o risco de Lisboa ficar sobrelotada de turistas?

A cidade também se tem alargado. Quando começou este boom de crescimento da cidade, era Bairro Alto e Chiado. Hoje, é Baixa, Alfama, Castelo. Lisboa tem tantas atratividades, e muitas estavam pouco aproveitadas, ou eram desconhecidas deste mercado turístico.

A hotelaria portuguesa continua a ter uma receita média por quarto baixa. Isso tem contribuído para a descapitalização do sector?

Os RevPar [revenue per available room] médios também têm crescido, ainda que tão tanto como desejaria. Gostaríamos que crescessem muito mais rapidamente, mas o turismo é um sector que tem uma concorrência global. Lisboa e Porto competem com Madrid e Barcelona e todas as outras, portanto temos de ter níveis de preço e de notoriedade correspondentes. Obviamente que hoje, com maior procura, há espaço para fazer crescer um pouco mais o preço. Há uns anos, com taxas de ocupação de 40% e 50%, havia muito pouco espaço para fazer crescer os preços.

Como é que se aumenta a receita média sem se afugentar os turistas?

Quando se começa a ganhar notoriedade, como tem sido com Lisboa e Porto, o turista começa a estar disponível para pagar mais por esse destino. Este aumento de notoriedade, o reconhecimento e o arranjo da cidade – Lisboa está hoje muito mais amiga do turista e tem mais motivações – é aquilo que faz, ou pode fazer, que o turista esteja disponível para pagar mais.

A taxa de ocupação no país situa-se, há vários anos, abaixo dos 50%. É preocupante?

Um dos hotéis mais rentáveis que temos no grupo é o do Porto Santo e a taxa máxima de ocupação que podemos ter é 50%, porque durante seis meses estamos fechados. Por isso, não podemos ver os números de uma forma tão simples. Se estamos a falar de destinos sem sazonalidade, obviamente, os 50% são preocupantes porque é 50% ao longo de toda a época e isso quer dizer que temos metade das camas hoteleiras – ou seja, o produto que vendemos – vazias. Agora, se estamos a falar de destinos que têm sazonalidade, o Algarve tem um peso muito grande nestas estatísticas… Há destinos que serão sempre sazonais, mesmo que a combatamos, porque o turista que possa estar disponível para vir para o Algarve no inverno nunca vai pagar o mesmo pelo produto que pode pagar no verão. Nesse sentido, os números não podem ser vistos de forma simplista. Obviamente, que taxas de ocupação superiores são melhores, mas é impossível chegar aos 80% ou 90% de uma oferta como a portuguesa, com as características sazonais que tem.

Juntando a sua análise à explosão de hotéis e de nem sempre a oferta e a procura estarem em sintonia, existe o risco de uma bolha no sector?

A bolha existiu quando o dinheiro era fácil. As pessoas não faziam bem as contas e o sector financeiro emprestou milhões para se fazer hotéis a preços desadequados, que nunca seriam rentabilizados. Essa bolha existiu e, quando veio a crise económico-financeira, rebentou nos bancos. Foi mais ou menos resolvida, está ser mais ou menos resolvida, através de vários meios.

Não há o risco de voltar a acontecer?

Penso que as unidades que estão a abrir em Lisboa, por exemplo, são de muito menor dimensão, com um preço muito mais adequado à procura da cidade e muito mais adequadas aos novos modelos da procura. Dir-me-á: todas elas irão ter sucesso? Com certeza que não. Em hotelaria isso não existe, não há dados adquiridos. Mas penso que hoje, até pelo que se passou recentemente, com vários hotéis a ficar a meio, há um maior cuidado.

O sector aprendeu com os erros do passado?

Acho que nunca se aprende. Veja o que aconteceu com as taxas de juro. As taxas de juro eram tão baratas, foi isso que levou ao tal excesso de estímulo. Depois subiram muito e agora já estão outra vez a descer. Mas penso que, pelo menos, os empresários já estão mais conscientes de que não é só pelo facto de haver dinheiro barato que se pode investir.

O crédito voltou a ser novamente mais fácil?

Posso falar sobre o nosso caso. A nossa empresa sempre teve rentabilidade, mesmo nos piores anos. Obviamente desceu, mas sempre foi francamente positiva. Pagávamos taxas de juro com spreads de 1% ou 2% e, de repente, só pelo facto de sermos portugueses, não pelo facto de ter aumentado o risco, passámos a pagar spreads de 5%, 6% e 7%. Essa situação reverteu e hoje há uma redução substancial. Estamos com taxas à volta de 2%, 3%, que, não sendo as europeias, ou seja, não sendo aquelas que os nossos concorrentes europeus beneficiam, já estão em níveis com os quais se consegue competir.

Já não sentem problemas de acesso ao crédito?

No Grupo Pestana, neste momento não. No sector pode haver. Penso que nunca se aprende, mas como há muito pouco tempo tivemos esta bolha, os decisores que concedem crédito estão mais atentos e os empresários que vão pedir dinheiro também estão mais atentos e também fazem melhor as contas.

O governo mudou a forma de promover o país, com o recurso, por exemplo, ao marketing digital. Que avaliação faz da nova dinâmica?

Em promoção, e porque este destino é global – concorremos em termos internacionais -, todo o dinheiro, desde que bem investido, é pouco. O que investem os outros destinos que competem connosco é muito. Agora, considerando como o país estava, não podemos olhar apenas para o nosso umbigo e pedir mais dinheiro em promoção. Em termos absolutos, o que Portugal investe na promoção é suficiente? Não é. Com o dinheiro que tinha tomou as opções corretas? Acho que sim, para o pouco dinheiro que existia.

Isso reflete-se no número de estrangeiros que chegaram ao país?

Isso é o que o governo faz. Mas depois não é só o papel do governo, as empresas têm de investir, têm de ir à procura de mercados e de parceiros, têm de desenvolver canais diferentes. As empresas têm de fazer esse trabalho, não podem ficar sentadas à espera que o Estado lhes ponha os clientes à porta.

E ao nível dos turistas nacionais, a recuperação é consistente? Os portugueses estão a sentir os sinais de retoma, existe mais confiança na economia?

Um dos nossos produtos são as Pousadas de Portugal, que são do Estado mas geridas pelo Grupo Pestana desde 2003. Este produto era um produto que, então no inverno, era utilizado quase em exclusivo por portugueses. Portanto, sentimos bem o que foi a queda do mercado nacional. Em três anos – 2011, 2012 e 2013 – desceu cerca de 50%. As férias de verão também desceram, mas não tiveram quedas de 50%, por isso o global não foi de 50%. Sentimos bem na pele a redução do consumo, que estancou no inverno de 2013. Em 2014, aí sim, começou a sentir-se alguma recuperação do mercado nacional. Nas Pousadas, depois de quedas de 50%, partimos agora de uma base muito mais pequena, portanto, é fácil crescer 15% ou 20%.

A recuperação é consistente?

No nosso caso e durante este inverno foi consistente.

Será possível mantê-la nos próximos anos?

Isso vai depender muito da evolução futura de Portugal. Já estamos esquecidos, mas há um ano toda a gente dava por adquirido o segundo resgate e o clima de confiança não era positivo para consumir. As pessoas ganharam alguma confiança, ou pelo menos não a perderam. É que quem consome não são pessoas que não tinham dinheiro e agora passaram a ter, são as que tinham alguma poupança mas preferiam guardar o dinheiro e não consumir. Não vejo, de repente, sinais de uma grande melhoria, com a quantidade enorme de desempregados em Portugal. Esses tempos vão demorar, a recuperação vai ser lenta.

Como serão os próximos anos no turismo? Conseguiremos manter as atuais taxas de crescimento?

Se os mercados internacionais continuarem a responder como têm respondido, sim. Se for só à conta do mercado nacional, não.

O PS propõe a redução do IVA na restauração para 13%. Que impacto teria a medida no sector e no grupo?

No grupo era reverter uma situação que foi a de ter de suportar o aumento do IVA de uma taxa intermédia para a taxa mais elevada. Na hotelaria funcionamos com dormida e pequeno-almoço à taxa mínima. Aí não há impacto, onde há impacto é, sim, nas meias pensões e nos all inclusive.

Seria uma medida positiva?

Para o sector do turismo, claro.

Preferiria, por isso, que o PS fosse governo na próxima legislatura?

O que gostaria é que o próximo governo fosse amigo do investimento e das empresas, que não mudasse tudo.

Prefere que o IRC continue a descer, como propõe o PSD, ou o regresso do IVA na restauração à taxa intermédia?

Se olhar só para o meu umbigo, claramente que a descida do IVA, para uma empresa turística, é o melhor para a minha conta de resultados. E é sobre isso que posso responder.

O Grupo Pestana quer expandir o número de camas em cerca de 30%, para mais de 13 mil camas em 2017. Que projetos vão permitir concretizar esse objetivo?

Quando se fala em 30% parece muita coisa – e é -, mas o grupo, em 2009, quando começaram os tempos maus, praticamente parou o investimento. O que fez foi acabar as unidades que tinha a meio, não deixámos nenhuma a meio. E como os projetos demoram dois, três anos, não iniciámos nenhum. Só iniciámos alguns no ano passado. Tínhamos vário projetos em carteira e ao longo deste tempo não parámos de analisar. Agora que os ventos estão de feição, resolvemos avançar com alguns, como é o caso de Nova Iorque, anunciado no mês passado, o projeto de Amesterdão, anunciado há cerca de quatro meses e que estamos quase a iniciar a obra, e o projeto, muito recente, de Madrid, onde ficámos com a exploração de um edifício na Plaza Mayor, que nos vai permitir ter uma unidade boutique na principal praça da capital espanhola.

Qual o montante de investimento previsto para os próximos anos?

O Grupo Pestana tem tido outra vantagem neste processo de crescimento. Com a sua internacionalização e com o maior reconhecimento da marca, temos, hoje, unidades novas, por via de contratos de arrendamento ou de contratos de exploração. Nestes casos, o investimento não é nosso, é dos proprietários, nós apenas assumimos a gestão. Nem todas as novas camas de que estamos a falar serão investimento do grupo. Deste, temos Nova Iorque, onde o investimento rondará os 40 milhões de dólares, Amesterdão, à volta de 30 milhões de euros, e o de Madrid, que será cerca de oito ou nove milhões.

Portugal pesa cada vez menos no grupo: 60% nas vendas totais. Isso vai mudar?

Nós queremos que mude. O objetivo é chegar a 50%-50%.

Quando?

Só não estamos já aí porque, em 2014 e agora 2015, os destinos portugueses, como a Madeira e Lisboa, têm corrido bem e subiram muito, em termos de procura e vendas. Isso fez que, apesar de termos crescido lá fora, em termos de unidades, o peso de Portugal não tivesse decrescido. Penso que conseguiremos estes 50%-50% algures em 2017 ou 2018. Mas não desinvestimos em Portugal. Aliás, os primeiros investimentos que pusemos em marcha foram a Pousada do Terreiro do Paço, em Lisboa, a ampliação do Pestana Porto, um hotel no Alvor, um hotel nos Açores e um hotel na Praça do Comércio, que é a adaptação de um edifício para um hotel de 70 quartos, cujas obras começaram na semana passada. Os primeiros investimentos foram em Portugal.

Os pilotos da TAP fizeram uma greve de dez dias. Qual o impacto para o Grupo Pestana?

A TAP tem sempre impacto porque é transporte aéreo. Mas é preciso destrinçar os destinos. Por exemplo, para o Algarve ou para o Porto o impacto é zero, porque não é a TAP que traz os turistas. Na Madeira, o impacto é limitado, atrapalha muito a vida dos madeirenses e as atividades económicas, mas não muito o turismo, porque ali os operadores tradicionais têm um peso muito grande e esses voam com charters. Onde o impacto acaba por ser maior é em Lisboa, mas Lisboa é o sítio onde existe mais capacidade de substituição. Agora, tem sempre algum impacto. Para nós, apesar de termos duas unidades em Lisboa, não pesou assim tanto, não foi significativo.

A privatização é a melhor solução?

Se é verdade que não é possível ao Estado fazer a recapitalização da TAP, por causa das normas comunitárias… Gosto de ver relatórios e contas de várias empresas e o que vejo é uma TAP completamente descapitalizada. Agora, se o dinheiro deve vir do Estado, ou de privados, acho que deve vir de privados, é melhor do que vir do Estado.

A privatização conseguirá estancar a instabilidade e as ameaças permanentes de greve?

Penso que sim. Ninguém compra uma empresa e investe para depois ir contra os colaboradores, que são quem põe a empresa a funcionar. Os novos acionistas terão de ceder aos pilotos? Não sei se terão de ceder, mas terão com certeza formas de concertar os interesses.

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