Investimento

La Redoute 4.0. Dos catálogos ao digital e agora para as lojas

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Nathalie Balla, CEO da La Redoute

Pela primeira vez, a La Redoute vai testar a venda de roupa em lojas físicas, na sequência da compra de 51% do negócio pelas Galeries Lafayette.

Quem não se lembra dos catálogos La Redoute com mais de mil páginas que nos anos 1990 chegavam pelo correio com as últimas tendências de moda em França? Hoje o papel foi eliminado e os catálogos da marca estão 100% online, com 91% das receitas anuais de 750 milhões de euros da La Redoute provenientes do comércio eletrónico. Para 2018 está prometido algo inédito na empresa: fazer saltar, pela primeira vez, as peças de vestuário dos catálogos para espaços físicos de venda um pouco por toda a França, na sequência do anúncio de compra de 51% da La Redoute pelas Galeries Lafayette, que detêm uma rede de lojas multimarca por todo o território francês e também a nível internacional.

Com o negócio, que deverá estar concluído no final deste ano, início do próximo, nascerá um novo gigante omnicanal (ainda que se mantenham as duas marcas, independentes) com uma faturação na ordem dos 3,5 mil milhões de euros, dos quais 2,8 mil milhões dizem respeito às Galeries Lafayette. “Até 2021 queremos atingir juntos os 5 mil milhões de euros, a nível global. As Galeries Lafayette vão beneficiar com a experiência digital da La Redoute, para aumentar as vendas online de 4% para 10 %, e uma das nossas maiores ambições é desenvolver o negócio de venda de artigos para o lar e mobiliário através de showrooms. “As Galeries Lafayette têm 57 department stores em França e é uma excelente oportunidade para nós, porque poderemos ter os nossos produtos em exposição e isso dá-nos a possibilidade de um desenvolvimento rápido”, explicou ao Dinheiro Vivo Nathalie Balla, CEO da La Redoute.

A La Redoute conta já com três showrooms de mobiliário nas Galeries Lafayette, mas promete também “testar a venda de roupas em lojas”. “Será uma experiência completamente nova. Se funcionar vamos expandir”, garante Nathalie Balla, sublinhando: “ A nossa ambição é reinventar a experiência omnicanal para os consumidores em França e no estrangeiro, no segmento casa e vestuário. Queremos reinventar o retalho para o futuro.”

Na visão da responsável, Portugal é um dos mercados mais importantes do universo La Redoute, presente fisicamente em seis países, com 30% do seu volume de negócios no exterior. “Estamos muito satisfeitos com a presença em Portugal [desde 1988], mas vemos espaço para crescer e por isso lançámos a nossa coleção de mobiliário e estamos a fazer crescer o negócio. Prevemos crescer mais em Portugal através deste segmento”, reforçou Nathalie Balla.

Paulo Pinto, CEO da La Redoute em Portugal e Espanha, garante que a compra pelas Galeries Lafayette “não vai ter nenhum impacto imediato” no país, mas será “uma grande oportunidade de alargamento da oferta com um posicionamento mais alto que permitirá vendermos mais marcas de renome”. 2018, garante, será mais um ano de crescimento com a aposta no segmento da decoração e dos móveis em Portugal.

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