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Laboratórios que juntam ciência a empresas vão ter 70 milhões para financiamento

Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior,  discursa durante a sessão de encerramento de apresentação dos projetos de investigação em Inteligência Artificial intitulado "Para uma estratégia Portuguesa de inteligência artificial", no Instituto Nacional de Estatística, em Lisboa, 24 outubro 2018. MANUEL DE ALMEIDA / LUSA
Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, discursa durante a sessão de encerramento de apresentação dos projetos de investigação em Inteligência Artificial intitulado "Para uma estratégia Portuguesa de inteligência artificial", no Instituto Nacional de Estatística, em Lisboa, 24 outubro 2018. MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior garantiu esta segunda-feira “financiamento público de mais de 70 milhões de euros” para os 26 laboratórios colaborativos (Colab) do país, designadamente para a criação de 600 postos de trabalho qualificados diretos.

“Esta é uma estratégia conseguida e hoje tem garantido um investimento público de mais de 70 milhões de euros para os próximos três anos e de 100 milhões de euros para os próximos cinco anos”, frisou Manuel Heitor, no Porto, em declarações aos jornalistas à margem da apresentação de cinco novos Colab, entidades que juntam empresas e ciência na investigação de temas específicos de acordo com as necessidades das regiões de implantação.

O governante esclareceu que, nos contratos com os Colab, também financiados com 70 milhões de euros de fundos comunitários, as instituições “responsabilizam-se por triplicar o financiamento público e criar três vezes mais postos de trabalho indiretos”, num cenário de cinco anos.

Destacando que os Colab abrangem áreas como a “saúde, agricultura, mobilidade urbana ou transformação do digital”, o ministro da Ciência explicou estar em causa “um modelo muito adotado na Europa”, em que “o Estado financia um terço” do investimento, ao passo que “outro terço é financiado pelas empresas e outro por fundos competitivos, sejam nacionais ou europeus”.

“O financiamento público é dado em função da partilha de risco”, frisou Manuel Heitor, na sessão que decorreu na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

De acordo com o governante, os cinco novos Colab são um “ultimo pacote” que complementa “o leque de instituições ligadas ao território e particularmente associadas ao tecido produtivo”.

“São novas instituições que estão no cerne da relação entre ciência e emprego, e da criação de emprego qualificado”, frisou.

Também presente na sessão, o ministro do Planeamento, Nelson Souza, destacou que “o conhecimento tem de ser posto ao serviço das necessidades de desenvolvimento do país” e que o governo conseguiu “inovar” no mecanismo de financiamento europeu aos Colab.

“Conseguimos alocar perto de 70 milhões de euros de fundos a 26 Colab, sobretudo através dos programas operacionais regionais”, observou.

O Built Colab foi um dos cinco novos laboratórios hoje apresentado e vista “desenvolver soluções inovadoras para infraestruturas e edifícios adaptáveis, inteligentes, resilientes e sustentáveis”, a partir do Porto

Outro foi o “Colab InovFeed”, com sede em Santarém e pretende desenvolver “Estratégias de Alimentação Inovadoras para uma produção Animal Sustentável”.

A estes, junta-se o CSESI HUB, que atua ao nível de novos sistemas de gestão de energia e que terá polos em Lisboa e no Porto.

Em Idanha-a-Nova, surge o Foodlab, que tem em mente “facilitar a adoção de sistemas de produção de alimentos saudáveis e inovadores, reutilizando resíduos agrícolas e alimentares como matéria-prima”.

O VG Colab, do Porto, pretende “fornecer serviços de alta tecnologia e produtos de valor agregado”, bem como “soluções inovadoras para o mercado de armazenamento de energia eletroquímica”.

Já a funcionar estão projetos Contra a Pobreza e a Exclusão Social (Guimarães), para a Inovação na Indústria Alimentar (Vila do Conde), de Tecnologias e Produtos Verdes de Oceano (Faro), para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo (Vila Real) ou para a Economia Circular (Oliveira do Hospital”.

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