Lagarde: BCE continua a ter opções para apoiar a economia se for necessário

Líder da autoridade monetária assume que o pacote de medidas do BCE “estabilizou os mercados, protegeu o fornecimento de crédito e apoiou a recuperação”. Mas Christine Lagarde abre a porta a mais apoios à economia do euro.

Com a pandemia apanhar em força a economia do euro no final do primeiro trimestre deste ano, colocando em causa as estimativas e perspetivas económicas, o Banco Central Europeu (BCE), atuou fornecendo liquidez às economias do euro. Christine Lagarde, presidente da autoridade monetária da Zona Euro, assumiu esta segunda-feira, numa sessão conjunta dos parlamentos francês e alemão, que “seis meses depois de termos introduzido as nossas medidas, o nosso pacote de medidas estabilizou os mercados, protegeu o fornecimento de crédito e apoiou a recuperação”.

O efeito destas medidas deverá repercutir-se “num regresso da inflação em direção ao nosso objetivo de médio-prazo e salvaguardar a estabilidade dos preços”, indicou Lagarde, de acordo com a transcrição presente na página do BCE. A autoridade monetária prevê que a taxa de inflação ronde os 1% no próximo ano e os 1,3% em 2022.

A sucessora do italiano Mario Draghi, que tinha assumido os comandos do BCE em novembro de 2019, não esconde, contudo, que o contexto de pandemia obriga a “uma cuidadosa avaliação da informação que chega, incluindo dos desenvolvimentos na taxa de câmbio , em relação às suas implicações nas perspetivas de médio-prazo para a inflação”.

Por isso, e dada a incerteza que rodeia a economia mundial, incluindo assim as da Zona Euro, a líder da autoridade monetária garantiu que o BCE “continua pronto para ajustar todos os seus instrumentos, como apropriado, para assegurar que a inflação vai em direção ao seu objetivo de uma forma sustentada, em linha com o seu compromisso para a simetria”.

Lagarde disse ainda, segundo a Bloomberg, que “claramente mostrámos que quando a situação económica o exigiu, fomos capazes de encontrar as respostas necessárias”. “E vamos continuar a usar os instrumentos de política monetária; tanto aqueles que existem agora através da sua calibragem para o nível correto, quer imaginando outros mecanismos que vão nos permitir responder”.

Ainda de acordo com a agência de notícias, estes comentários de Christine Lagarde surge depois de vários economistas terem admitido que esperam que o Banco Central Europeu alargue o seu programa de compra de obrigações de emergência (que tem uma dotação de 1,35 mil milhões de euros) ainda durante este ano de 2020 de forma a impulsionar a recuperação das economias do euro e reanimar a inflação.

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