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Laranjinha prepara entrada na Amazon a partir de 2020

Luís Figueiredo, o CEO da Hall & Cª, dona da Laranjinha.
Fotografia: Rui Oliveira/Global Imagens
Luís Figueiredo, o CEO da Hall & Cª, dona da Laranjinha. Fotografia: Rui Oliveira/Global Imagens

A marca de vestuário infantil mais antiga de Portugal quer crescer no digital. Já neste ano vai estar à venda na Zalando e no El Corte Inglès

A comemorar neste ano o seu 38º aniversário, a Laranjinha, a mais antiga marca portuguesa de vestuário infantil, pode orgulhar-se de começar já a vestir uma segunda geração de clientes, à medida que os filhos se vão tornando pais. E porque o mercado mudou e os hábitos de consumo também, a Laranjinha está apostada em reforçar a sua presença no mundo digital. Ainda neste ano a marca estará disponível em grandes marketplaces globais, como a Zalando e o El Corte Inglès e, já no próximo ano, na Amazon.

“Todo o nosso investimento, nos próximos dois anos, vai centrar-se no digital. Este é um setor muito dinâmico, onde têm aparecido imensas marcas novas que, graças aos marketplaces ou às redes sociais, facilmente se dão a conhecer ao mundo”, diz Luís Figueiredo, CEO da Hall & C.ª, a detentora da Laranjinha. Dos seis milhões de euros faturados no ano passado, 3% a 4% são obtidos com as vendas online. O objetivo é dar um novo impulso a este negócio. “Os mercados onde somos mais fortes são aqueles que fizemos há 20 anos, pelos meios tradicionais, e onde contamos com clientes fiéis. Mas queremos dar-nos a conhecer a outros mercados pela via digital, o que obriga a investir milhões para se aparecer nos motores de busca. As grandes plataformas globais é que o conseguem”, explica.

O investimento deste projeto, essencialmente em software, está orçado em 200 mil euros, mas Luís Figueiredo não avança números sobre as perspetivas de crescimento. “Que vamos vender mais não tenho dúvidas, não consigo é quantificar. Dado que a integração na Zalando e no El Corte Inglès vão ocorrer em setembro, acredito que no final do ano já teremos uma pequena ideia”, refere o empresário. Lembra que há desafios associados, dado que a empresa vai ter de fabricar stocks para alimentar o negócio online e “saber o que é que vai ser mais vendido é quase como acertar no Euromilhões”.

Com uma produção 100% made in Portugal, a Laranjinha é totalmente criada e desenvolvida dentro de portas. Dos 70 trabalhadores da Hall & C.ª, 46 estão afetos à área de desenvolvimento e produção, sendo que a empresa conta com três designers e três modelistas a tempo inteiro. Os protótipos, amostras e a própria coleção são confecionados dentro de portas, mas a produção final é subcontratada em fábricas fora, duas das quais só trabalham com a Laranjinha.

A marca exporta dois terços do que produz e está presente em 49 países. Itália, Inglaterra, EUA, Espanha e Alemanha são os principais mercados, a par do nacional, onde a Laranjinha conta com cinco lojas próprias, nos centros comerciais Colombo e NorteShopping, na Foz e em Braga e Viseu, além de dispor de três corners Laranjinha nas lojas do El Corte Inglès de Lisboa, Vila Nova de Gaia e Madrid. Em curso estão negociações para a abertura de mais um corner numa das lojas da cadeia na capital espanhola. Internacionalizar a marca com lojas fora de Portugal não está no horizonte. “Aprendemos que a gestão de lojas fora de Portugal é muito complicado, a não ser que se tenha um parceiro local”, diz Luís Figueiredo, que pretende, sim, reforçar o investimento na participação em feiras fora da Europa.

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