Região Demarcada do Douro

Lavradores de Feitoria comemora 15 anos e investe em nova adega

Os vinhos da Lavradores de Feitoria
Os vinhos da Lavradores de Feitoria

A Lavradores de Feitoria está a comemorar 15 anos. Depois da aquisição de uma quinta própria, a empresa que resulta da associação de produtores durienses - hoje são 48 os acionistas, dos quais 18 produtores, detentores de 19 propriedades -a Lavradores de Feitoria prepara-se para investir na construção de uma nova adega, precisamente na Quinta do Medronheiro. O investimento está estimado em três milhões de euros e deverá arrancar no início de 2016.

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Criada em setembro de 2000, a Lavradores de Feitoria, Vinhos de Quinta SA assume-se como um “projeto de matriz única” e que constituíu uma “revolução no Douro”, ao unir, então, 15 produtores distribuídos pelas três subregiões do Douro Vinhateiro. “Fomos beber o que de melhor havia no espírito cooperativo, mas com um novo posicionamento. Propusemos-lhes que fossem simultaneamente acionistas e fornecedores da empresa e passaram a ter uma equipa de viticultura para os ajudar, o que permitiu baixar custos de produção e aumentar a qualidade. E, claro, temos uma equipa de enologia e uma equipa comercial que trata de assegurar a venda dos vinhos”, explica Olga Martins, administradora delegada da empresa.

Hoje, a Lavradores de Feitoria fatura 1,7 milhões de euros e exporta 60% da sua produção para 25 países distintos, com especial destaque para a Noruega, Polónia, Suiça, Canadá e Brasil. Este último, a par dos EUA, onde a empresa assegurourecentemente um distribuidor para cobrir todo o país, são os mercados de maior aposta para já.

Lavradores de Feitoria, Gradiva, Cheda, Três Bagos, Meruge e Quinta das Costa das Aguaneiras são as marcas da Lavradores de Feitoria. Que conta com uma longa lista de espera de produtores que se pretendem associar ao projeto. “Quando aceitamos um novo produtor, assumimos o compromisso de lhe comprar a totalidade das uvas durante 10 anos. Por isso, só vamos aceitando novos produtores à medida das necessidades”, frisa Olga Martins.

Para festejar o aniversário, a empresa promove na próxima quarta-feira, dia 2 de setembro, prova ‘Lavradores de Feitoria: 15 vinhos que contam a nossa história’ que decorre na Casa de Mateus (um dos 18 produtores associados), em Vila Real, e será seguida de jantar. Os conviudades terão, ainda, a oportunidade de, no dia seguinte, visitarem a Quinta do Medronheiro, adquirida em 2006. Foi a primeira quinta comprada pela empresa e na qual já foram investidos mais de 150 mil euros na reconversão da vinha. O passo seguinte é a construção da nova adega e a aposta no enoturismo, com uma espaço para provas e venda de vinhos.

“Temos uma adega, na zona industrial de Sabrosa, que não é bonita, mas é muito funcional. Aliás, nasceu para dar resposta a esse objetivo. Mas já estamos a trabalhar muito à justa nestas instalações e achamos que, para aquilo que queremos fazer e para crescer, precisamos de uma nova adega. Até porque sentimos necessidade de ter um espaço de provas e de venda de vinhos. De por um pé no enoturismo”, diz Olga Martins.

Para já, a nova adega será construída para permitir a vinificação de cerca de 1500 pipas ao ano. Neste momento a Lavradores de Feitoria produz cerca de 500 pipas (cada pipa leva 550 litros). Mas o espaço está todo ele desenhado e pensado para que possa acrescer até às quatro mil pipas.

“Somos muito cuidadosos nos nossos investimentos. Não queremos ter endividamentos grandes, não queremos dar passos maiores do que as pernas, por muita vontade que tenhamos de ter uma adega. Não faltam exemplos de quintas que investiram imenso e depois ficaram em situações apertadas. E, por isso, queremos fazer uma adega pensada, desde início, para crescer e não uma cheia de remendos sempre que a queiramos aumentar”, explica a gestora.

Para já, a Lavradores de Feitoria não tem qualquer intenção de investir em dormidas no Douro, até porque vários dos seus produtores acionistas, têm essa valência nos seus projetos próprios de enoturismo. Mais tarde, quem sabe… “Como o Douro está a crescer muito ao nível das dormidas, não pomos de lado a hipótese de criar uma pequena unidade de enoturismo. E a quinta tem espaço para isso. Mas mais tarde. Queremos dar sempre passos pequenos e firmes”, frisa Olga Martins. A construção da adega, que só estará disponível para a vindima de 2017, deverá ser precedida de um aumento de capital para fazer face ao investimento.

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