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Lego vai despedir 1400 trabalhadores

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Vendas da fabricante de brinquedos caíram pela primeira vez em mais de uma década. Segue-se uma reestruturação.

Até ao final deste ano, a Lego vai cortar 1400 empregos. A decisão surge depois da primeira queda nas vendas dos emblemáticos brinquedos em mais de uma década. O corte de trabalhadores vai afectar 8% da força de trabalho da Lego.

“Lamentamos muito que tenhamos de fazer mudanças que vão interferir na vida dos nossos colegas”, afirmou Jorgen Vig Knudstorp, chairman do grupo. “Os nossos colegas colocam tanta paixão no seu trabalho todos os dias que estamos profundamente gratos. Infelizmente, é fundamental para nós tomarmos estas decisões difíceis”.

A fabricante de brinquedos, que este ano cumpriu 85 anos, sofreu uma queda nas receitas de 6% na primeira metade do ano. Há mais de uma década que isto não acontecia.

Mas não é só. Nos últimos meses, a empresa viveu uma verdadeira dança das cadeiras, com a mudança de CEO pela segunda vez em 2017.

Bali Padda, de 61 anos, estava na presidência executiva da empresa desde janeiro mas, no mês passado foi anunciada a sua substituição por Niels Christiansen, de 51 anos.

Segundo o Financial Times noticiava, à data, a idade foi um fator determinante na mudança, uma vez que a empresa quer acelerar a sua transição para o mundo digital.

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