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“Lei da Uber” faz duplicar criação de empresas de transportes

Fotografia: Gonçalo Delgado / Global Imagens
Fotografia: Gonçalo Delgado / Global Imagens

Até 30 de abril foram criadas quase 20 mil novas empresas em Portugal, mais 12,6% face a 2018.

Depois de em 2018 ter sido batido o recorde de criação de empresas em Portugal, 2019 parece ir pelo mesmo caminho. Segundo os números publicados esta quarta-feira pela Informa D&B, entre 1 de janeiro e 30 de abril foram criadas 19 486 novas empresas no país, mais 12,6% face ao mesmo período do ano passado.

Um dos setores que mais acelerou foi o dos transportes. De acordo com o barómetro da Informa D&B, a criação de empresas de transportes mais do que duplicou nos primeiros quatro meses do ano, com um aumento de 113,2%.

Para essa subida, sublinha a nota da Informa D&B, “contribui de forma muito significativa o ‘Transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros’, especialmente na Área Metropolitana de Lisboa”.

A explicação está na “promulgação da Lei 45/2018 que regula a atividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataformas eletrónicas”, conhecida como “Lei da Uber”, que entrou em vigor no final do ano passado.

Imobiliário e Alojamento local em queda

Segundo o mesmo barómetro, o aumento da criação de empresas sentiu-se em quase todos os setores de atividade, com duas exceções: imobiliário e alojamento e restauração, “dois dos setores mais dinâmicos na criação de novas empresas nos anos mais recentes”.

A criação de empresas no setor imobiliário recuou 6,2% e no alojamento e restauração houve uma quebra de 1,8%, sendo que neste caso a descida foi causada pelo subsetor “alojamento de curta duração”.

Já onde se sente a maior dinâmica na criação de empresas, além dos transportes, é no setor da construção. Até ao final de abril foram criadas quase 2500 empresas nesta área, mais 40% face ao período homólogo.

Mais encerramentos, menos insolvências

No período em análise foram contabilizadas 743 novas insolvências de empresas, menos 15% do que no mesmo período de 2018. Só na indústria e nos transportes é que o valor aumentou.

Já no que toca a encerramentos de empresas a tendência é, para já, ascendente. O barómetro explicita que depois de um ano de 2018 em que houve uma subida acentuada no fecho de empresas, 2019 arrancou “incerto”. Até ao final de abril os encerramentos aumentaram 2,5%, com destaque para o setor da agricultura e ainda o das tecnologias da informação e comunicação.

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