Comércio a retalho

Leroy Merlin e Aki vão ser fundidos

Fachada_Aki_Ermesinde

Franceses da Adeo pretendem juntar numa única estrutura as duas marcas de bricolage, construção, decoração e jardim

O Leroy Merlin e o AKI vão ser fundidos numa só estrutura, anunciou o grupo Adeo, proprietário das duas marcas de retalho de bricolage, construção, decoração e jardinagem. A notícia está a ser avançada pela imprensa espanhola que dá conta da intenção do grupo em estar “mais próximo do consumidor” e em oferecer uma experiência “totalmente adaptada às necessidades dos clientes”. O processo de fusão arranca este ano e estará concluído em 2020.

Contactados pelo Dinheiro Vivo, fontes do Leroy Merlin e do AKI em Portugal confirmam a reorganização da estrutura empresarial das duas insígnias, mas referem que o processo requer ainda uma “análise rigorosa”. “Só depois de concluído este estudo, poderá ser tomada uma decisão mais concreta, bem como a definição dos contornos específicos em que a mesma irá acontecer”, sublinham.

No depoimento escrito enviado, ambas as insígnias destacam que “a Adeo tem como objetivo estrutural reforçar sinergias entre as suas empresas e os diferentes mercados tendo em vista os desafios do futuro” e que “existe uma aposta constante na perspetiva de renovação, de mudança para a liderança, não pela dimensão, mas pela proximidade e melhoria de serviço ao cliente, pelo agir com sentido, com utilidade”.

A Adeo estuda “constantemente”, novas hipóteses de negócio que possam atingir, de uma forma “estruturada e sólida”, os seus objetivos de crescimento, sendo que a sua ambição, “partilhada por qualquer uma das suas insígnias, AKI ou Leroy Merlin, é a de criar, acompanhar e tornar acessível a todos os habitantes do mundo o seu sonho de Habitat”.

Weldom, Bricocenter, Leroy Merlin e AKI são, apenas, algumas das insígnias dos franceses da Adeo. A diferença está no tipo de lojas e de cliente a que cada uma se dirige. O Leroy Merlin é, tradicionalmente, a marca para grandes superfícies, a operar fora das grandes cidades, enquanto o Aki tem lojas mais pequenas.

“O AKI assegura a polivalência e a agilidade do conceito de proximidade. O Leroy Merlin traz a sua experiência no setor, o desenvolvimento de projetos e a solidez da sua aposta multicanal”, diz Ignacio Sánchez Villegas, diretor-geral do Leroy Merlin em Espanha, citado pelo jornal Expansion. “As nossas formas de atuação são complementares. Compartilhamos conhecimento e geramos sinergias há anos “, diz, por seu turno, Frederic Capdeville, CEO do AKI em Espanha. O grupo Adeo não deu, ainda, pormenores sobre qual das cadeias vai dirigir o negócio após a fusão.

Em Portugal, o AKI c onta com 37 lojas e 1265 trabalhadores. A marca anunciou, em 2016, um plano de investimento de 100 milhões de euros, para a abertura de 29 lojas em zonas de influência na ordem dos 20 mil habitantes. Previstos estavam 670 postos de trabalho.

A Leroy Merlin conta com 12 lojas em Portugal e, em 2015, anunciava a intenção de, no prazo de cinco anos, contar com mais oito lojas: Sintra, Braga e Loulé foram, entretanto, inauguradas. Leiria e Aveiro são as aberturas previstas para 2018, estando a marca a “dar continuidade ao seu plano de crescimento e expansão para Portugal, baseado numa estratégia e cobertura de todo o território nacional”.

  • * Texto atualizado às 14H25 com a posição do AKI e do Leroy Merlin em Portugal
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