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Líder da CP: “Precisamos de 200 a 250 comboios novos nos próximos 20 anos”

(Pedro Kirilos / Global Imagens)
(Pedro Kirilos / Global Imagens)

Nuno Freitas quer repor empresa pública nos carris certos: 100% de regularidade e pontualidade. E com material made in Portugal.

Com boa parte do material circulante no fim da vida útil, a CP precisa de uma forte renovação da frota nas próximas duas décadas. E isso inclui automotoras, locomotivas e carruagens, alertou Nuno Freitas, presidente do conselho de administração da empresa pública de comboios. No curto prazo, a empresa quer repor a regularidade e pontualidade do serviço comercial nos 100%.

“Nos próximos 20 anos, a CP precisa de 200 a 250 unidades múltiplas novas”, referiu o gestor esta quarta-feira numa conferência sobre ferrovia organizada na sede da Infraestruturas de Portugal, em Almada. Este novo material circulante deve ser made in Portugal, contando com o contributo da academia e da indústria portuguesas.

Nuno Freitas é o atual presidente do conselho de administração da CP.

Nuno Freitas é o atual presidente do conselho de administração da CP.

Em suma, a CP vai ter fazer algo que não conseguiu fazer nas últimas décadas: comprar comboios novos. As unidades mais recentes da empresa (UME 3400) chegaram ao serviço em 2001 para servir os comboios urbanos do Porto.

Para agora, a empresa tem outras prioridades para o serviço comercial: “queremos voltar a fazer bem as coisas simples, como o comboio aparecer. Temos de repor o índice de regularidade do serviço comercial a 100% – atualmente, o índice é de 98,5%, o que é mau para a indústria. Também queremos que o comboio apareça e chegue a horas – e isso depende muito da CP. Precisamos ainda de melhorar o conforto em toda a frota”, assinalou.

Reconhecendo que “a situação da CP é um problema para o país”, Nuno Freitas lembrou ainda outras medidas de curto prazo para a transportadora, como a reabertura da oficina de Guifões, a reintegração da empresa de manutenção EMEF na CP – com a consequente criação de uma direção de engenharia na empresa -, a assinatura do contrato de serviço público com o Estado – que será assinado na tarde de quinta-feira – e a implementação de um sistema de monitorização da frota.

Nuno Freitas está na liderança da CP desde julho de 2019 e vai executar a estratégia de investimento na empresa até ao final de 2022, orçada em 45 milhões de euros. Além da renovação de 70 unidades, este plano, anunciado pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, prevê a contratação de um total de 187 trabalhadores e a reabertura de oficinas.

(Notícia atualizada às 11h53 com mais informação)

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