Automóvel

Líder da Opel: Fusão com Peugeot Citröen “faz sentido”

A concretizar-se, fusão entre PSA e Opel/Vauxhall pode criar segundo maior grupo automóvel do mundo. Fotografia: EPA/RONALD WITTEK
A concretizar-se, fusão entre PSA e Opel/Vauxhall pode criar segundo maior grupo automóvel do mundo. Fotografia: EPA/RONALD WITTEK

Chanceler alemã, Angela Merkel, já veio a público garantir que vai fazer tudo o que for possível para salvaguardar os postos de trabalho

Juntar a Opel ao grupo Peugeot Citröen (PSA) é uma opção que “faz sentido”. Este é o entendimento de Karl-Thomas Neumann, o presidente executivo da marca automóvel alemã, que comentou pela primeira vez as negociações com o grupo automóvel liderado pelo português Carlos Tavares.

“Entendo perfeitamente as questões que têm sido lançadas pelos funcionários e clientes. Em princípio, a fusão com a PSA faz sentido. Estamos a fazer todos os esforços para desenhar um futuro sustentável e de sucesso para a Opel”, referiu Karl-Thomas Neumann em três publicações feitas ao início da tarde na rede social Twitter.

Isto surge numa altura que decorrem reuniões ao mais alto nível entre a PSA e General Motors, que detém a Opel e a Vauxhall, para discutir os termos de uma eventual fusão e aprofundar a aliança existente entre os vários grupos desde há vários anos.

E como este possível negócio surge em pleno ano de eleições quer em França quer na Alemanha, os líderes políticos também estão a ser chamados a pronunciar-se sobre o caso. A Chanceler alemã, Angela Merkel, já veio a público garantir que vai fazer tudo o que for possível para salvaguardar os postos de trabalho.

“As negociações estão a decorrer com a Opel. O Governo está a coordenar o processo. Fazemos fazer tudo o que for possível a nível político para assegurar os postos de trabalho e as fábricas na Alemanha”, referiu Merkel após um encontro em Berlim com o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, segundo a Reuters.

Na Alemanha, há 19 mil pessoas a trabalhar para a Opel. Isto representa metade do quadro de pessoal desta marca nível mundial.

Caso a fusão entre a PSA e a Opel/Vauxhall se concretize, este grupo vai passar a número dois do mercado automóvel a nível mundial, com uma quota de 16,3%; apenas atrás do grupo Volkswagen.

 

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