Automóvel

Líder da Renault garante empregos em fusão com grupo Fiat

Jean-Dominique Senard, presidente executivo da Renault. (REUTERS/Kim Kyung-Hoon)
Jean-Dominique Senard, presidente executivo da Renault. (REUTERS/Kim Kyung-Hoon)

Jean-Dominique Senard entende que esta operação pode ser concretizada sem fecho de fábrica e sem "sacrifício humano".

Os empregos estão garantidos na Renault e no grupo Fiat Chrysler em caso de fusão entre a empresa francesa e o grupo italo-americano. Este cenário foi assegurado na quinta-feira por Jean-Dominique Senard, presidente executivo da Renault, que está a tentar convencer o parceiro japonês Nissan dos méritos desta operação.

“Esta fusão só pode ocorrer se as pessoas estiverem abertas a isso. Uma parceria mais próxima pode melhorar o futuro da aliança”, referiu o gestor francês em entrevista à Bloomberg. Senard mostra-se paciente perante as dúvidas da Nissan, que nos últimos anos tem afastado um cenário de maior aproximação entre as marcas automóveis francesa e japonesa. “Claro que não se pode digerir toda a informação numa noite.”

Para já, a apresentação do líder do Renault parece convencer os gestores japoneses. O presidente executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, já veio dizer que há “potenciais oportunidades” na fusão proposta pelo grupo Fiat Chrysler, embora tenha de avaliar o plano com mais detalhe.

Renault e Fiat calculam que a fusão poderá levar a uma redução de custos anual de cinco mil milhões de euros, através da partilha de plataformas e da simplificação de modelos. Esta proposta poderá levar ainda a uma poupança anual de mil milhões de euros para a Nissan e a Mitsubishi, as duas marcas que estão na aliança com a Renault.

A aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, em conjunto com o grupo Fiat Chrysler, poderá formar um grupo automóvel com capacidade para produzir um total de 15 milhões de veículos. Isto tornaria este grupo no maior grupo automóvel do mundo, ultrapassando os grupos Volkswagen e Toyota.

De acordo com a proposta feita pela Fiat Chrysler divulgada pela Renault, o novo grupo seria detido em 50% pelos acionistas da fabricante ítalo-americana e em 50% pelos da Renault. Prevê-se que o grupo seja cotado nas bolsas de Paris, Nova Iorque e Milão. A proposta formal foi apresentada na segunda-feira, dia 27.

A operação poderá demorar até um ano a ser concretizada. Além da avaliação dos reguladores, implica a autorização dos governos de França e de Itália, que estão contra cortes de trabalhadores.

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